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Entidades sanitaristas repudiam vacinação privada e pedem auxílio emergencial maior

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A Frente pela Vida, articulação que reúne diversas organizações ligadas ao tema da Saúde, enviou ao Congresso e ao Supremo Tribunal Federal (STF) um manifesto em que repudiam a possibilidade de vacinação privada no País.

A Câmara dos Deputados concluiu nesta quarta-feira (7) a votação da proposta que permite à iniciativa privada comprar vacinas para a imunização de seus empregados, desde que seja doada a mesma quantidade ao Sistema Único de Saúde (SUS). A proposta será enviada ao Senado.

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Integrada por entidades de referência no debate sanitário brasileiro como a Associação Brasileira de Saúde Coletiva e o Centro Brasileiro de Estudos da Saúde, a Frente afirma que a vacinação por entes privados pode comprometer a estratégia de imunização da população, por não seguir “os critérios epidemiológicos”.

“A compra de vacinas por empresas ou instituições privadas corresponde a uma situação aética de ‘fura-fila’, que, ademais, compromete a eficácia, a segurança e a equidade da estratégia de vacinação que o Sistema Único de Saúde”, dizem.

Sanitaristas e epidemiologistas vêem uma série de incoerências na vacinação privada: as farmacêuticas apenas têm vendido para governos e, assim, há o termo de que o Estado brasileiro seja utilizado como intermediador de interesses particulares.

A Frente pede ainda que uma série de medidas econômicas sejam tomadas para que um lockdown possa ser aplicado no País.

O manifesto defende “a adoção imediata e sem hesitação de medidas restritivas rígidas da circulação de pessoas com adoção de lockdown por 21 dias, coordenado nacionalmente, para redução da transmissão da Covid-19 e interrupção dos óbitos”.

“Para serem efetivamente implantadas, essas medidas têm que ser acompanhadas por um auxílio financeiro emergencial no valor de 600 reais enquanto durar a pandemia, assim como por um apoio efetivo, com créditos não reembolsáveis, às micro e pequenas empresas para que mantenham seus empregados com os respectivos salários”, complementa o texto.

O manifesto vai ainda mais longe ao pedir a suspensão do Teto de Gastos, apontando que a regra tem diminuído a capacidade orçamentária da Saúde e de outras áreas: uma política fiscal que impede o financiamento adequado dos direitos sociais e, portanto, do direito à vida, à saúde, à alimentação, à educação”.

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