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Entenda como a guerra na Ucrânia impacta preço de agrícolas

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Os primeiros efeitos econômicos do conflito entre Ucrânia e Rússia já estão sendo sentidos no Brasil. A primeira questão a levantar preocupações foi o acesso a fertilizantes importados.

Mais recentemente, o conflito foi levantado como justificativa para um grande aumento nos preços praticados pela Petrobras - que se recusa a rever a política de paridade com o preço das importações.

Ainda que com efeitos a serem verificados mais à frente, o conflito já tem elevado os preços de contratos agrícolas de, principalmente, três produtos: milho, trigo e óleo de girassol. Os dois países diretamente envolvidos no conflito bélico são responsáveis por 19%, 30% e 80% da produção mundial destes bens, respectivamente.

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Mesmo que não se saiba a duração do conflito, os mercados já operam com expectativas negativas, com temores sobre o futuro da produção. No começo de março, por exemplo, a cotação internacional do trigo atingiu o maior valor em 14 anos.

Os contratos com entrega do produto prevista para maio registraram alta de mais de 5%, com o bushel - entre 25 kg e 27 kg - já tendo superado o marco de dez dólares.

O Brasil é um dos maiores importadores de trigo do mundo. Quando se soma o trigo e a farinha do produto, somos o primeiro colocado. Apesar de melhoras na safra nacional, os derivados e produtos que levam o ingrediente devem subir de preço - por quanto tempo e até que patamar dependerá fundamentalmente do desenvolvimento ou resolução do conflito europeu.