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Enfermeiros são agredidos durante protesto no Dia do Trabalhador

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Imagem do site Recontaai.com.br

Na manhã de hoje, 1º de Maio, enfermeiros e trabalhadores da área da Saúde foram agredidos por bolsonaristas durante protesto pacífico na Praça dos Três Poderes.

Em meio à pandemia de Covid-19, trabalhadores da área da Saúde marcaram um protesto na Praça dos Três Poderes em Brasília. Na pauta, a importância da vida dos profissionais que estão na linha de frente e a valorização da enfermagem. Além disso, enfermeiros reivindicavam melhores condições de trabalho e a revogação da Emenda Constitucional 95.

E prestando um serviço, buscaram chamar a atenção para a necessidade do distanciamento social. Eles também fizeram uma homenagem aos profissionais da área, mortos pelo coronavírus.

Enfermeiros buscavam a paz em meio à guerra política

O diretor da Associação Brasileira de Enfermagem, Suderlan Sabino Leandro, esteve presente ao ato e contou a violência que as profissionais sofreram na praça. Suderlan trabalha na atenção primária fornecendo apoio técnico aos profissionais da linha de frente. “Infelizmente fomos surpreendidos por um grupo de apoiadores do presidente nos agredindo verbalmente com palavras de baixo calão”, contou.

Suderlan também relata que alguns de seus colegas foram cuspidos e até agredidos fisicamente. Ele afirma que a motivação foi apenas a existência do protesto. “A reação deles era de revolta por estarmos lá no local. Nos chamavam de vários palavrões e tinham pelo menos três deles mais alterados, chegando a agredir fisicamente uma colega”.

O conselheiro de Saúde do Distrito Federal, Rubens Bias, desabafou: “Esse é, infelizmente, mais um episódio do ódio e da intolerância que estão se instalando na nossa sociedade”.

Bias apontou ainda ser “emblemático” que essa situação aconteça no Dia dos Trabalhadores e da sua luta. “Fica evidente que devemos valorizar e proteger os profissionais que estão na linha de frente fazendo um serviço fundamental para o Brasil. A ação dos militantes fascistas de extrema direita foi lastimável e criminosa”.

Mesmo com as agressões, Suderlan ainda dá recomendações para a sociedade: “Mantenham-se em casa, toda essa situação vai passar”.