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Energia elétrica é a maior despesa de famílias do Norte e Nordeste

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Dentre os chamados serviços de utilidade pública, aqueles pelos quais a população paga, a energia elétrica é a conta que mais pesa no Norte e Nordeste.

A conta de luz é o serviço de utilidade pública com o qual famílias do Norte e Nordeste mais gastaram. O dado foi verificado na Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF) realizada entre 2017 e 2018 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). As informações foram divulgadas nesta quarta-feira (25) pela própria entidade.

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Serviços de utilidade pública são aqueles cuja conveniência é reconhecida pelo estado. Mesmo não sendo considerados essenciais, são prestados diretamente pelo estado, ou por terceiros, mas com regulação sob controle do País. Entre eles destacam-se energia elétrica, telefonia, água e esgoto, gás, entre outros.

Energia elétrica e telecomunicações

Levando-se em conta todo o País, o gasto médio com serviços de utilidade pública foi de R$ 114,12 por pessoa. Dentro desse valor, os gastos com comunicação (R$ 45,16) e energia elétrica (R$ 39,64) foram os que mais pesaram.

Contudo, ao analisar as grandes regiões do País, nota-se que enquanto o Sul, Sudeste e Centro-Oeste gastaram mais com comunicação, o Norte e o Nordeste gastaram mais com a conta de luz. Ou seja, além de terem tarifas mais caras, os nortistas e nordestinos ainda têm menos acesso à internet e telefonia celular.

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No mesmo sentido da desigualdade regional, foi possível identificar a de gênero. Nas casas em que o homem era a pessoa de referência, o gasto com serviços de utilidade pública foi maior, cerca de R$ 68,68. Já nos domicílios cuja mulher era a pessoa de referência, o gasto foi de R$ 45,44.

Quanto mais pobre, maior o peso da conta de luz

A conta de luz foi o serviço de utilidade pública com o qual a parte mais pobre da populção teve o maior gasto, chegando a quase metade do orçamento das famílias mais pobres – ou seja, 42,2%.

Já entre os domicílios com maior renda, o gasto mais elevado foi com serviços de comunicação (53,7%) .