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Em meio a denúncias crescentes, Bolsonaro mantém ministro da Educação

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Mesmo com denúncias crescentes, o presidente Jair Bolsonaro (PL) ainda não sinalizou a possibilidade de demissão do ministro da Educação, o pastor presbiteriano Milton Ribeiro.

Recapitulando: Ribeiro foi flagrado em áudio afirmando que beneficiava pedidos de municípios que chegavam através de dois pastores, sem cargo oficial mas próximos do próprio presidente da República. Em seguida, a imprensa continuou explorando o caso, apresentando a denúncia de um prefeito de que os pastores que realizavam as intermediações pediam propinas em ouro.

Bolsonaro, já com essas denúncias, afirmou que colocaria a cara no fogo por Ribeiro. A última denúncia jornalística, publicada pela Folha de S.Paulo indica que hotel em Brasília era utilizado pelos pastores para receber prefeitos e assessores municipais. Segundo supostos relatos de funcionários, a estadia de ambos na capital federal era frequente e um deles chegou a ostentar uma barra de ouro nas dependências do hotel.

Assessores de Bolsonaro temem que o caso tenha repercussões negativas até as eleições de outubro. De outro lado, ainda que vise o cargo, o chamado "centrão" tem receio de que a demissão de Ribeiro crie um padrão de saídas obrigatórias em caso de denúncias de corrupção - o que poderia atingir o próprio grupo. O fato de Bolsonaro afirmar que o nome na Educação sempre será decisão sua faz com que os ânimos pela demissão não sejam os mais intensos.

O desejo de parte do círculo próximo a Bolsonaro e do "centrão", assim, passou a ser o de que Ribeiro peça para sair por conta própria.