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Em derrota de Bolsonaro, voto impresso é rejeitado pela Câmara

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câmara rejeita voto impresso

Em uma derrota de Jair Bolsonaro, o Plenário da Câmara rejeitou nesta terça-feira (10) a Proposta de Emenda à Constituição 135/19, conhecida como PEC do Voto Impresso. Governo precisava de 308 votos. Foram 229 votos a favor, 218 contra e uma abstenção.

A PEC foi elaborada pela deputada Bia Kicis (PSL-DF), uma das parlamentares da base governista mais alinhadas ao Planalto. A questão se tornou um dos principais elementos da retórica bolsonarista, que acusa as urnas eletrônicas de serem passíveis de fraudes, mesmo que reconheçam não haver provas neste sentido.

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“Desde que foi adotada, em 1996, a urna eletrônica já contabiliza 13 eleições gerais e municipais, além de um grande número de consultas populares e pleitos comunitários, sempre de forma bem-sucedida, sem qualquer vestígio ou comprovação de fraude”, afirma o Tribunal Superior Eleitoral (TSE)

Na Comissão Especial, a proposta foi rejeitada por 22 votos a 11. Formalmente, a derrota naquele colegiado significa uma recomendação para que a PEC não seja aprovada.

Arthur Lira (PP-AL), presidente da Câmara, decidiu levar a questão ao Plenário da Câmara. Havia dúvidas sobre que dia tal votação ocorreria. O anúncio original falava que a decisão ocorreria na terça-feira. Lira, qualificando a parada militar como "trágica coincidência", cogitou passar a sessão de votação para a quarta-feira.

Mas comboio militar em Brasília realizado nesta terça-feira, recebido pelo Congresso como uma forma de ameaça ao Legislativo por parte Bolsonaro, teve o efeito inverso: parlamentares independentes e da oposição passaram a realizar uma pressão ainda maior para que a questão fosse votada no mesmo dia do desfile, em uma reação à movimentação do Planalto.