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Eleições 2022: Quantos senadores vão se eleger?

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A cada quatro anos, os brasileiros e brasileiras escolhem senadores, deputados, governadores e o presidente da República. Mas a cada eleição nacional a quantidade de senadores em que votamos é diferente.

Em 2022, o eleitorado de cada unidade da Federação poderá escolher apenas um senador ou senadora.

O Senado é composto por três representantes de cada estado e do Distrito Federal, tendo, portanto, 81 integrantes. A Constituição Federal, mais precisamente em seu artigo 46, estabelece que o mandato de um senador é de oito anos - ou seja, o dobro de um mandato de presidente.

A Constituição, assim, estabelece renovações parciais do Senado a cada eleição nacional. Para que não haja um descompasso absoluto entre os resultados da eleição presidencial e para o senado, em uma possível situação em que um novo mandatário teria que conviver com o senado eleito quatro anos antes.

Em 2018, por exemplo, dois terços do Senado foram renovados. Ou seja, naquele ano, se votou em dois candidatos ao Senado e 54 candidatos foram eleitos ou reeleitos para o cargo. Em 2022, será a vez de renovar apenas um terço - o equivalente a 27 cadeiras.

Esse modelo foi adotado no Brasil pela primeira vez em 1946. A não renovação completa a cada quatro anos é vista como um elemento de estabilidade. Na prática, pode significar mais dificuldades para um novo governo que busca mudanças profundas na condução da política e da economia.

O próprio requisito etário para ser senador, ter 35 anos, também revela a intenção de ser um espaço de moderação - enquanto o critério para ser deputado é ter 21 anos.

Em relação a 2022, a questão se torna mais complexa. Na última eleição para o Senado, em 2018, das 54 vagas em disputa, 85% foram preenchidas por novos nomes, ou seja, não reeleitos. Muitos, vinculados ao fenômeno eleitoral bolsonarista. Análises apontaram ser o Congresso mais conservador das últimas décadas ou desde a redemocratização.

Em relação ao Senado como um todo, as eleições de 2018 representaram uma renovação de 61% de seus integrantes. A maior mudança de toda a história da instituição.

Ainda que ao longo de 2021 o Senado tenha demonstrado maior indisposição em relação a Bolsonaro do que a Câmara dos Deputados, o fato é que um próximo presidente com uma plataforma não conservadora e menos liberal pode enfrentar maiores dificuldades justamente porque em 2022 vamos poder votar apenas em um candidato ou candidata ao Senado.