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Eleições 2022: Congresso terá dificuldades em avançar pautas estruturantes em ano eleitoral

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Com a retomada dos trabalhos legislativos nesta quarta-feira (2), e apesar da possível agenda de temas a serem votados, o Congresso deve enfrentar um ano de dificuldades para fazer avançar e votar projetos que acarretem mudanças profundas.

O principal tema estruturante anunciado como prioridade de votação, uma pequena reforma tributária, é a que deve ter menos chances de avanço, segundo a percepção dos próprios congressistas. Pesam para isso uma série de fatores.

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O primeiro deles é o fato de que diversas iniciativas nesse sentido têm um histórico de fracasso no Congresso - mexer na tributação naturalmente implica em mexer em interesses estabelecidos. Modificações no sistema tributário também podem impactar as contas de estados e municípios. Isto, em um ano eleitoral, torna difícil a criação de maiorias para fazer avançar e aprovar esse tipo de mudança.

Mesmo que enfrentem uma questão urgente, as iniciativas para conter a alta dos combustíveis -principalmente através da atuação dos partidos de oposição no Senado - enfrentam outro obstáculo: a falta de iniciativa e consenso no Planato e na base governista sobre o assunto.

Parte das atividades no Congresso deve, como de hábito, se dar mais fora do que dentro de Plenário. Líderes partidários querem atrair o maior número de parlamentares possível na temporada de troca de legendas visando as eleições de outubro.

Na mesma toada, o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), já tem sinalizado que utilizará seu poder de pautar projetos para debater temas caros a Jair Bolsonaro (PL): redução da maioridade penal e legalização dos jogos de azar, inclusive o jogo do bicho.