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Economistas estão menos otimistas com crescimento do Brasil

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Relatório Focus diminui a projeção de crescimento do PIB de 2,31% para 2,30% em 2020

CrescimentoImagem: divulgação

O governo federal aumentou em janeiro a projeção para o crescimento da economia do País para 2019 e 2020. A estimativa do Produto Interno Bruto (PIB) do ano passado foi revisada de 0,90% para 1,12%, segundo o Boletim Macrofiscal, da Secretaria de Política Econômica (SPE) do Ministério da Economia, divulgado  no dia 14 de janeiro. Já para 2020, a previsão é de 2,40%, ante os 2,32% previstos.

Na contramão do governo, economistas diminuíram a previsão de crescimento da economia brasileira. A projeção para a expansão do PIB recuou de 2,31% para 2,30% em 2020. Para os anos 2021, 2022 e 2023, as estimativas continuam em 2,50%.

As projeções fazem parte do relatório Focus, divulgado nesta segunda-feira (3), pelo Banco Central (BC). O levantamento foi feito na última semana com mais de 100 instituições financeiras.

Inflação

A projeção dos economistas para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de 2020 caiu de 3,47% para 3,40%. Para 2021, a estimativa de inflação se mantêm em 3,75%, enquanto para 2022 e 2023 fica em 3,50%.

A previsão fica abaixo do centro da meta de inflação, de 4% em 2020, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo.

Selic

O Banco Central usa a Selic – atualmente em 4,5% ao ano, para alcançar a meta de inflação. De acordo com o boletim do Banco Central, a expectativa do mercado é que a Selic caia para 4,25% ao ano até o fim de 2020.

Com a taxa básica de juros mais baixa, a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, reduzindo o controle da inflação e estimulando a atividade econômica.

Já para 2021, a expectativa é que a taxa básica suba para 6%. Enquanto que em 2022 e 2023, as instituições estimam uma Selic de 6,5% ao ano.

Dólar

O boletim destaca ainda que a cotação do dólar fique em R$ 4,10 para o fim deste ano e R$ 4,05 para 2021.