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‘Tompero Salgado’: é mais díficil ser MasterChef com o óleo de cozinha a R$ 8,00

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Imagem do site Recontaai.com.br

O primeiro episódio do programa MasterChef foi ao ar no Brasil em 2014, ano em que Dilma Rousseff era presidenta e o quilo do filé mignon custava R$ 25.

Ao contrário de outros períodos, quando o aumento de alguns alimentos se dava por questões pontuais – como uma safra ruim, por exemplo – hoje, ele é generalizado.

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Óleo, arroz, carne bovina, feijão, carne suína, batata e frutas sofreram um forte aumento de preços em 2020, deixando os brasileiros – mesmo os mais criativos – sem opção para substituir um ingrediente caro por um mais barato.

A grave situação atual

Um artigo do demógrafo Dr. José Eustáquio Diniz Alves resume bem a situação: “No Brasil, em 2020, o preço do arroz e do feijão – produtos essenciais na mesa da maioria dos brasileiros – chegou a subir 70%”. No mesmo sentido, projeta um quadro “mais dramático” em 2021, pois embora não deva haver a pressão inflacionária decorrente da maior renda entre as parcelas pobres da sociedade, “os preços dos alimentos devem continuar aumentando e acompanhando o cenário internacional”.

Se por um lado a demanda por alimentos subiu em todo o mundo, por outro, o auxílio emergencial possibilitou que mais de 60 milhões de brasileiros pudessem comprá-los. Hoje, sem o benefício de R$ 600, esses cidadãos entrarão na esfera da insegurança alimentar. Em outras palavras, entrarão no Mapa da Fome.

Inovar na cozinha feito um MasterChef já foi possível

Houve um tempo em que o governo brasileiro se preocupou com a segurança alimentar dos brasileiros. Naquela época, quem ocupava a cadeira do Palácio do Planalto era o presidente Luís Inácio Lula da Silva – um homem que já passou fome.

Sob Lula e Dilma, o Brasil chegou a ter  92 armazéns da Conab, criando um estoque regulatório de alimentos que impedia grandes altas de preço. Contudo, essa estratégia foi abandonada depois do golpe. Nesse período, cujo início foi 2016, foram fechados 27 armazéns.

Outras medidas poderiam ser tomadas

Para baixar o preço dos alimentos, há outras medidas que o governo poderia tomar. Entre elas, está a reforma agrária para promover a desconcentração fundiária e o acesso de pequenos produtores à terra.

Há também o establecimento de melhores condições de crédito para os pequenos produtores, que são responsáveis por 70% da produção de alimentos para a população.