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Do PIB ao Pibinho: A queda da 6ª economia mundial comandada por Bolsonaro e Guedes

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Ao contrário do que muitos pensam, o PIB não é o total da riqueza de um país, mas é um indicador de fluxo de novos bens e serviços produzidos durante um período. Ele é um dos indicadores que dá um quadro sintético da economia: um país pode ter um PIB baixo e alta qualidade de vida, como pode ocorrer o inverso. No Brasil, nos anos Bolsonaro, temos um PIB que reflete a estagnação da economia e padrões de vida cada vez mais baixos.

É atípico um país apresentar um crescimento sistemático do PIB próximo de 3% ao ano, mas isso aconteceu entre 2001 e 2010, quando a variação média do PIB brasileiro foi de 3,7%, mesmo durante a crise (marolinha) de 2008.

Em 2013, com Dilma Rousseff, o PIB per capita alcançou seu maior valor histórico, U$15,6 mil, e caiu para U$14,3 mil no ano do Golpe. De lá para cá, aguarda-se por um crescimento econômico que nem os mais otimistas esperam que ocorra.

De sexta economia mundial, caímos para o décimo segundo posto. E, como frisou o ex-presidente Lula nesta semana, “não há país em desenvolvimento com tanta gente passando fome”. Pior, nada indica que a oferta de trabalho e a demanda aumentarão significativamente em 2022.

O destaque dado ao “pibinho” de um governo sob ataque e inviabilizado por golpistas, como foi no último ano da gestão Dilma, não é mais sequer ressaltado pela mídia. Isso se deve a um governo e uma política econômica voltada para o interesse de poucos privilegiados, ao contrário do que aconteceu nos anos petistas, o que agrada ao topo da pirâmide.

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A atenção aos setores extrativos e ao agro é uma opção que, mesmo quando apresenta resultados favoráveis no comércio internacional, provoca um saldo baixíssimo de empregos formais, com poucas vagas diretas.

São setores cada vez mais intensivos em tecnologia e com necessidade de menos mão de obra. Sem contratações, sem aumento de demanda e consumo. Pior: lucros gerados pelas exportações não são repatriados.

Entre os terceiros trimestres de 2020 e 2021, o saldo comercial brasileiro superou os US$ 60 bilhões, mas menos de US$ 12 bilhões regressaram ao País. As empresas mantêm o capital lá fora e não reinvestem seus rendimentos crescentes. E com o aumento da Selic, títulos públicos de baixo risco também desestimulam os investimentos.

O mercado financeiro se torna mais um inimigo do fomento da economia real. O consumo das famílias é o cerne do crescimento do PIB sob a ótica da demanda. Sem emprego e renda, a demanda não cresce.

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A comparação entre todos os indicadores econômicos dos mandatos de Lula e Dilma com a gestão Bolsonaro-Guedes nos dá o caminho para o abismo atual. O PIB per capita teve sua maior queda desde os anos 90, temos um recorde de famílias endividadas, de achatamento acelerado da renda do trabalhador, um número altíssimo de desempregados e subempregados e uma inflação crescente (a de setembro foi a mais alta dos últimos 27 anos).

O agravamento da crise hídrica, as políticas redistributivas limitadas e emergenciais, e a trajetória de alta da taxa básica de juros completam o cenário que inibe investimentos, frustra a perspectiva de aumento de empregos e de consumo das famílias e trava qualquer retomada econômica.

E assim permanecerá enquanto não voltarmos a ter um governo que olhe para toda a sociedade, que foque no desenvolvimento e na geração de emprego e renda.