Reconta Aí Atualiza Aí Dieese: salário mínimo deveria ser de R$ 5.304,90

Dieese: salário mínimo deveria ser de R$ 5.304,90

Frente ao custo de vida para uma família composta por dois adultos e duas crianças, o salário mínimo deveria ser de R$ 5.304,90, segundo levantamento realizado mensalmente pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese).

O salário mínimo não é uma regra estipulada por governantes para a população. Ele é previsto na Constituição Federal.

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De acordo com a lei, o salário mínimo deve ser suficiente para as necessidades básicas de uma família, ou seja: moradia, alimentação, educação, saúde, lazer, vestuário, higiene, transporte e previdência social.

“Salário mínimo, fixado em lei, nacionalmente unificado, capaz de atender às suas necessidades vitais básicas e às de sua família com moradia, alimentação, educação, saúde, lazer, vestuário, higiene, transporte e previdência social, com reajustes periódicos que lhe preservem o poder aquisitivo, sendo vedada sua vinculação para qualquer fim;”

Constituição Federal, artigo 7º, inciso IV

Contudo, o valor real do salário mínimo hoje não atende a essas necessidades, principalmente por conta da atual política de reposição da inflação sem aumento real, que vigora no País desde 2018.

Como chegar ao salário mínimo ideal?

O valor do salário mínimo aumentou de R$ 1.045 em 2020 para R$ 1.100 em 2021. Ou seja, o reajuste concedido pelo governo Bolsonaro foi menor do que a reposição da inflação do ano passado. Se fosse repassada corretamente, daria ao salário um valor de R$ 1.101,95.

O salário minimo usa como referência para reajuste o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), levando em conta a variação do ano anterior.

O INPC de dezembro subiu 1,46% e acumulou alta de 5,45% em 2020, segundo o IBGE. E o reajuste aplicado pelo governo foi de 5,26%.

Ainda assim, para que se diminua o abismo entre o real e o ideal, só a reposição correta da inflação não basta. Segundo Emilio Chernavsky, doutor em economia pela USP, para reduzir as desigualdades e elevar o bem-estar da população, “o aumento do salário mínimo em termos reais é fundamental”.

O economista também ressalta que é preciso pensar as finanças dos empregadores, para que o aumento seja consistente e não gere desemprego.

“Para que esse aumento não traga grandes dificuldades a certas empresas, especialmente às pequenas, ele deve ser gradual, mas contínuo, como acontecia nos governos Lula e Dilma, quando anualmente era incorporado no percentual de reajuste o crescimento do PIB registrado dois anos antes”, explica Chernavsky.

Dessa forma, de acordo com o economista, o País inteiro ganharia. “Com isso, garante-se que quando a economia cresce, o salário também cresça”, esclarece.

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