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Dia da Mentira: Relembre algumas vezes que Bolsonaro nos enganou

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Dia da mentira

Jair Bolsonaro (PL) foi eleito prometendo uma série de mudanças. Neste 1º de Abril, Dia da Mentira e no qual lembramos o golpe militar de 1964, elencamos uma série de temas em que o chefe do governo federal, ou integrantes da Esplanada, simplesmente não cumpriu com sua palavra.

Imposto de Renda

Bolsonaro, depois de eleito, prometeu elevar a faixa de isenção até a renda de R$ 3.000 mensais, ainda que declarando que o ideal seria R$ 5.000. A proposta do Ministério da Economia levada ao Congresso, e que empacou por lá, atualizaria a isenção para a faixa de R$ 2.500. Atualmente o limite está em R$ 1.903,98, a última atualização ocorreu em 2015.

Gás

Paulo Guedes, ministro da Economia, prometeu diversas vezes que o preço do gás de cozinha cairia pela metade. As promessas ocorreram principalmente no primeiro ano de mandato de Bolsonaro. Em junho de 2019, uma das vezes que o economista fez uma fala neste sentido, o botijão de 13 kg custava R$ 69. Se a promessa tivesse sido cumprida, o valor seria de R$ 35.

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Dólar

Não é exatamente uma promessa, mas, em março de 2020, Paulo Guedes afirmou que o dólar chegaria a R$ 5 se ele fizesse "muita besteira". Uma semana depois, no dia 12 daquele mês, a moeda dos EUA superava essa marca pela primeira vez na história.

Pandemia

Durante toda a crise sanitária, mas especialmente em seu começo, Bolsonaro minimizou a situação. Afirmou se tratar de uma "gripezinha", e que a situação não era "alarmante". Segundo o presidente, a gravidade da situação apontada por especialistas era uma "fantasia". Além disso, insistiu de forma teimosa em medicamentes com ineficácia comprovada, na tese da "imunidade de rebanho" e questionou as vacinas. Osmar Terra (MDB), deputado federal próximo ao presidente, chegou a declarar que a pandemia duraria 30 dias.

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Corrupção

Bolsonaro e seus apoiadores vivem afirmando que não há escândalos de corrupção no governo. Os fatos indicam o contrário. Começando por um ministro que confessou caixa dois - Onyx Lorenzoni -, passando por acusações no Ministério da Saúde no processo de aquisição de algumas vacinas e culminando na denúncia de favorecimento de prefeituras através da intermediação de pastores no Ministério da Educação. Bolsonaro chegou a afirmar que colocaria a "cara no fogo" por Milton Ribeiro. Dias depois, o ministro da Educação saiu do governo.