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Desmatamento na Amazônia é o maior desde 2008, aponta Inpe

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Imagem do site Recontaai.com.br

Dados divulgados nesta segunda-feira (18) pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) mostram que o desmatamento na Amazônia atingiu a maior marca anual desde 2008. 

Foram derrubados 9.762 km² de florestas na região em doze meses (entre agosto de 2018 a julho de 2019), segundo dados do Prodes (Programa de Monitoramento da Floresta Amazônica Brasileira por Satélite). O dado revela alta de quase 30% em relação ao período anterior, entre agosto de 2017 a julho de 2018, quando foram desmatadas 7.536 km² de área.

O Prodes realiza o monitoramento por satélites do desmatamento na Amazônia Legal e produz, desde 1988, as taxas anuais de desmatamento na região. Os números divulgados hoje mostram que o Prodes registrou 12.911 km² de desmatamento em 2008.

Repercussão – O WWF aponta o “afrouxamento da fiscalização” como uma das razões para os números do desmatamento: desde 2000 o IBAMA não aplicava um número tão baixo de multas por desmatamento.

“Os números do Prodes confirmam o que o DETER e  sistemas independentes já vinham apontando: o desmatamento vem crescendo vertiginosamente e, se o governo federal não modificar profundamente sua postura em relação ao tema, ele tende a crescer ainda mais no próximo ano, fazendo com que o País retroceda 30 anos em termos de proteção à Amazônia”, afirma Mauricio Voivodic, diretor-executivo do WWF-Brasil. 

“A combinação de altas taxas de desmatamento com a falta de governança sacrifica vidas, coloca o País na contramão da luta contra as mudanças climáticas e traz prejuízos à economia, uma vez que o mercado internacional não quer comprar produtos contaminados por destruição ambiental e violência”, afirma Cristiane Mazzetti, da campanha Amazônia do Greenpeace. 

A chamada Amazônia Legal engloba os Estados do Acre, Amapá, Amazonas, Mato Grosso, Pará, Rondônia, Roraima, Tocantins e parte do Maranhão.