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Desmatamento e garimpo: destruição da Amazônia segue acelerada e alarmante

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O desmatamento da Amazônia segue em alta, alerta o Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon). A área desmatada de agosto de 2020 até junho de 2021 chegou a 8.381 km² e é a terceira maior em 10 anos. A devastação e a expansão do garimpo ilegal sob o governo Bolsonaro estão despejando 100 toneladas de mercúrio nos rios da região, conforme estimativas feitas com base em um levantamento oficial e noticiada pelo El País.

As consequências dessas ações podem ser vistas no estudo publicado por Luciana Gatti, pesquisadora do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). Segundo o estudo, a Amazônia está perdendo a capacidade de absorver carbono, ou seja, poluição. Além disso, foi observado aumento do período de seca e de temperatura.

“Durante os meses de agosto, setembro e outubro a redução de chuva é muito acentuada nestas regiões, elevando a temperatura em mais de 2˚C, além da duração da estação seca estar maior. Esta condição promove um aumento da inflamabilidade da floresta e da mortalidade das árvores, que são típicas de uma floresta tropical úmida”, ressalta Luciana Gatti.

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Desmatamento, racismo ambiental e migrações em massa

O racismo ambiental é um termo utilizado para se referir à exposição de uma minoria étnica à degradação ambiental, tal como os indígenas afetados pelo mercúrio dos garimpos ilegais.

Com a mudança das características da floresta, muitos dos seus habitantes, entre eles indígenas, podem buscar outras localidades para viver. Isso aprofunda o dano à floresta, cuja preservação depende da economia sustentável praticada por eles, e o dano à vida humana - já que indígenas muitas vezes são empurrados para a periferia de grandes cidades. E esse êxodo - é necessário frisar - tem a ver não só com as questões climáticas, mas também com a violência dos que desejam devastar a floresta.

Além de possivelmente afetar o clima da Amazônia, do Cerrado e do Sudeste brasileiros, a devastação da Amazônia mata. Chico Mendes e Dorothy Stang são apenas dois, dos muitas ativistas que já perderam a vida buscando manter a floresta em pé. Ainda que as pressões internacionais se acirrem, que Ricardo Salles tenha sido derrubado e que o Governo Federal tenha criado o Conselho Nacional da Amazônia Legal, esvaziando o papel de órgãos que historicamente têm sucesso, a destruição da floresta tropical segue a passos largos.