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Desemprego tem leve recuo, mas ainda atinge 14,4 milhões

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A taxa de desemprego desacelerou no segundo trimestre deste ano para  14,1%, uma redução de 0,6 pontos percentuais em relação ao primeiro trimestre. Apesar da diminuição na taxa, o País ainda soma 14,4 milhões de pessoas na fila em busca de um trabalho. Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua divulgada hoje (31) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

"Em anos típicos ou normais, a taxa de desemprego tem uma trajetória de queda a partir de maio de cada ano", lembra o economista e diretor do Reconta Aí, Sérgio Mendonça. "Para comparar e evitar o efeito sazonal é importante comparar com o mesmo período do ano anterior", alerta o economista.

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Assim, observa-se que o desemprego está acima do 2° trimestre de 2020. Foram 14,4 milhões de desempregados no 2° trimestre de 2021, contra 12,8 milhões no 2° trimestre de 2020. Em outras palavras, o nível de desemprego em relação ao ano passado ficou maior.

Diminui a massa de rendimentos em relação ao ano anterior

"A massa de rendimentos é o principal indicador da capacidade de consumo da população ocupada", esclarece Mendonça. O indicador também mostra queda se comparado ao ano de 2020. O resultado da Pnad mostra ainda que a massa de rendimentos está 1,7% abaixo da massa de rendimentos do mesmo trimestre do ano passado.

"O valor da massa de rendimentos atingiu 215,5 bilhões de reais em junho de 2021 contra 219,3 bilhões de reais em 2020", informou Mendonça. Uma queda de 3,8 bilhões de reais mensais abaixo do mesmo período do ano passado.

População que trabalha menos do que gostaria, atinge recorde

O chamados subocupados - aqueles que trabalham menos horas do que poderiam trabalhar - atingiram um patamar recorde. Foram 7,5 milhões de pessoas segundo a Pnad, um aumento de 34,4% em relação ao mesmo período do ano anterior. Em números, isso representa um aumento de 5,6 milhões de pessoas no 2º trimestre de 2020 para 7,5 milhões de pessoas no mesmo período de 2021.

 Já o número daqueles que desistiram de procurar trabalho, os desalentados, manteve-se estável na comparação com o mesmo período do ano anterior.

Pnad e Caged não são passíveis de comparação

Apesar dos dois levantmentos tratarem dos índices de emprego, a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) e Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) não devem ser comparados. Em entrevista ao Reconta Aí, Patrícia Pelatieri, diretora técnica adjunta do Dieese, esclareceu que "a Pnad é uma pesquisa amostral e domiciliar; já o Caged, um registro administrativo".

No mesmo sentido, Flávia Vinhaes Santos, presidenta do Conselho Regional de Economia -RJ (Corecon-RJ), explicou que a mudança metodológica do Caged em plena pandemia pode ter colaborado para as discrepâncias que ocorrem entre os dois indicadores.