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Desemprego recua, mas 14,1 milhões de pessoas ainda buscam trabalho no País

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A taxa de desemprego ficou em 13,7% no trimestre fechado em julho, o que representa uma redução de 1,0 ponto percentual em relação ao trimestre encerrado em abril. Mesmo com a queda, o País tem 14,1 milhões de pessoas em busca de um trabalho.

Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua, divulgada hoje (30) pelo pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Segundo o instituto, houve aumento de 3,6% no número de pessoas ocupadas, com mais 3,1 milhões no período analisado, chegando a 89 milhões de pessoas. Com isso, o nível de ocupação subiu 1,7 ponto percentual para 50,2%. 

Embora os dados sejam positivos, o economista e diretor do Reconta Aí, Sérgio Mendonça, ressalta que a maioria das ocupações criadas são de "inserção mais frágil e informais".

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"A quantidade de desempregados - e a correspondente taxa de desemprego - descreve um padrão sazonal de queda a partir de maio de cada ano, em anos típicos. Esse ano de 2021 não é propriamente um ano típico, mas está mostrando uma recuperação importante nesse trimestre mai-jun-jul/ 2021 em relação ao ano anterior do pico da pandemia", disse.

Segundo a pesquisa, houve aumento nos postos de trabalho informais, com a expansão do trabalho por conta própria sem Cadastro Nacional de Pessoas Jurídicas (CNPJ) e do emprego sem carteira no setor privado. Com isso, a taxa de informalidade subiu de 39,8% do trimestre móvel anterior para 40,8% no trimestre encerrado em julho.

“Em um ano, o número de informais cresceu 5,6 milhões. O avanço da informalidade tem proporcionado a recuperação da ocupação da PNAD Contínua”, explica Adriana Beringuy, analista da pesquisa. “Embora tenha havido um crescimento bastante acentuado no período, o número de trabalhadores informais ainda está distante do máximo registrado no trimestre fechado em outubro de 2019, quando tínhamos 38,8 milhões de pessoas na informalidade”.

Rendimentos

Apesar do crescimento da população ocupada no trimestre até julho, o rendimento médio real dos trabalhadores recuou 2,9% frente ao trimestre anterior e reduziu 8,8% em relação ao mesmo trimestre de 2020, ficando em R$ 2.508.

A massa de rendimento real, que é soma de todos os rendimentos dos trabalhadores, ficou estável, atingindo R$ 218 bilhões.

"A massa de rendimentos real habitual (indicador importante do consumo agregado das famílias) segue 1% abaixo da massa de rendimentos do mesmo período do ano passado. Sete milhões de pessoas trabalhando a mais e a massa não cresce. [Porque] as pessoas que encontram uma nova ocupação jogam o rendimento médio de toda a população para baixo, pois recebem rendimentos menores, especialmente no setor de serviços, incluindo serviços domésticos que cresceram", avalia Sérgio Mendonça.