Pular para o conteúdo principal

Desemprego atinge 12,8 milhões de brasileiros, mas ainda não reflete a crise no mercado de trabalho

Imagem
Arquivo de Imagem
Imagem do site Recontaai.com.br

Taxa de desemprego atingiu 12,6% nos últimos três meses de 2020. País perdeu 4,9 milhões de postos de trabalho com a crise econômica

Siga a página do Reconta Aí no Instagram.
Siga a página do Reconta Aí no Facebook.
Adicione o WhatsApp do Reconta Aí para receber nossas informações.

A taxa de desemprego no Brasil atingiu 12,6% nos últimos três meses de 2020. De fevereiro a abril, 898 mil brasileiros ficaram sem trabalho, totalizando 12,8 milhões de brasileiros desempregados.

Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua divulgada nesta quinta-feira (28) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). De acordo com o estudo, a alta no desemprego foi de 1,3 ponto percentual em relação ao trimestre de novembro de 2019 a janeiro de 2020.

A pesquisa revela que a população ocupada teve queda recorde de 5,2% em relação ao trimestre encerrado em janeiro. Isso representa uma perda de 4,9 milhões de postos de trabalho, que foram reduzidos a 89,2 milhões.

O percentual de pessoas ocupadas na população em idade de trabalhar também caiu para 51,6%. Este é o menor índice da série histórica iniciada em 2012. Dessa forma, a redução foi de 3,2% se comparado ao trimestre anterior (54,8%) e 2,6% em relação ao mesmo trimestre de 2019 (54,2%).

Leia também:
– Efeito Bolsonaro: Abril registra tombo nos Investimentos Diretos no País
– Caged: Brasil fecha 860 mil postos de trabalho em abril
– Rogério Marinho e Guedes disputam linha econômica que o Brasil adotará

Desemprego com carteira assinada e informalidade

De acordo com a analista da pesquisa, Adriana Beringuy, os efeitos da crise do coronavírus foram sentidos tanto entre os informais quanto entre trabalhadores com carteira assinada. A taxa de informalidade atingiu 38,8% da população ocupada.

O número representa um contingente de 34,6 milhões de trabalhadores informais e é o menor da série, iniciada em 2016. Os empregados sem carteira assinada no setor privado também estão sofrendo com a crise, atingindo 10,1 milhões de pessoas.

Já a quantidade de trabalhadores por conta própria caiu para 23,4 milhões de pessoas, uma redução de 4,9% em relação ao trimestre anterior.

Beringuy ressalta que o emprego com carteira assinada no setor privado também teve uma queda recorde. “A gente chega em abril com o menor contingente de pessoas com carteira assinada, que é de 32,2 milhões”, diz.

Entretanto, o número de empregados com carteira de trabalho assinada no setor privado atingiu o menor nível da série histórica, caindo 4,5% frente ao trimestre anterior e 2,8% frente ao mesmo trimestre de 2019.

5 milhões não estão procurando emprego

A crise do coronavírus diminuiu a quantidade de postos de trabalho e está dificultando ainda mais a vida das pessoas que precisam voltar a procurar emprego. Dessa forma, 5 milhões de brasileiros estão desalentados, um aumento de 7,0% em relação ao trimestre anterior.

São 328 mil pessoas a mais que não estão ocupadas mas que, por alguma razão, também não estão procurando emprego. É o maior número de desalentados desde o início da série histórica.