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De Lula a Bolsonaro: Cesta básica encareceu e sua renda sumiu

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sem ganho real

Atraso nas contas básicas, carrinhos de compra e geladeiras vazias, um salário mínimo que não dá conta de duas cestas básicas… Não é à toa que as pessoas vêm gritando por um outro tempo, uma época recente que conheceram muito bem. Vivemos duas trajetórias governamentais tão distintas quanto água e óleo (este, cada vez mais caro).

Um ano após a primeira eleição de Lula, as Centrais Sindicais lançaram uma campanha de valorização do salário mínimo. Entre 2003 e 2007, além dos aumentos acima do INPC, o governo estabeleceu, a partir de 2007, uma política permanente de valorização do salário mínimo até 2023, que deveria ser revalidada todos os anos na Lei de Diretriz orçamentária.

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Entre 2003 e 2010, mais alguns números saudosos: o crescimento médio do PIB per capita foi de 2,4% ao ano. Como resultado desse crescimento, da valorização do salário mínimo, da oferta de empregos e de crédito, de diversas políticas públicas de redistribuição e inclusão, em 2008, pela primeira vez, a maior parte de nossa população passou a pertencer à chamada classe C, e 32 milhões saíram da linha de pobreza e passaram a viver (e consumir, sim) com maior dignidade.

A renda familiar aumentou e vivemos um ciclo de expansão inegável. O aumento real do salário mínimo – o que significa aumento acima da inflação – nos governos petistas, de abril de 2003 a janeiro de 2016, acabou sendo de 59,21%.

As lembranças são evidentes e explodem nas últimas pesquisas. Em um período de desemprego, inflação, sem garantias trabalhistas e geladeiras vazias, as pessoas recordam os tempos de Lula como a fase mais próspera de suas vidas: em 2010, comprávamos 2,31 cestas básicas com um salário mínimo. Hoje, imersos no pesadelo, compramos apenas 1,57 cestas básicas com o mesmo salário mínimo.

Pelo terceiro ano seguido, o governo Bolsonaro mantém o valor do mínimo sem ganho real de poder de compra. O último aumento, anunciado na passagem do ano, somente reajusta a perda que tivemos com a inflação, o que é obrigatório constitucionalmente. Mas a preocupação com a renda do trabalhador continua zerada. E sem perspectivas de mudança até que as melhores lembranças retornem as nossas vidas.

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