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Dataprev refaz cruzamento de informações antes da aprovação do novo Auxílio Emergencial

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Imagem do site Recontaai.com.br

Empregados da Dataprev começaram a trabalhar para viabilizar o pagamento do novo auxílio emergencial antes mesmo dele ser aprovado pelo Congresso Nacional.

Apesar do pagamento do auxílio emergencial ser feito pela Caixa, a verificação de quem é apto a receber o benefício é feita pela Dataprev. Por isso, os empregados da estatal de tecnologia estão há semanas em regime de trabalho diferenciado.

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O motivo é a refação do cruzamento de informações das diversas bases de dados do Governo Federal para a nova etapa do benefício. Para se ter uma dimensão da complexidade, somente para verificar os óbitos foram necessárias três bases de dados: SISOBI, SIRC e SIAPE. No mesmo sentido, diversas outras bases foram consultadas, como por exemplo CNIS, CPF, Receita Federal, Imposto de Renda, Cadastro Único, GFIP, E-Social e Detentos do estado de São Paulo e do Ministério da Justiça.

Esforço de guerra para atender à sociedade

De acordo com um grupo de empregados da Dataprev e do Serpro que compõe a campanha Salve Seus Dados, há pelo menos três semanas – antes da aprovação da PEC 186 que regulamentou o novo auxílio emergencial – a nova e intensa rotina teve início. Segundo os empregados, isso foi necessário para que os especialistas pudessem promover mudanças e acréscimos necessários para a nova etapa. 

“As pessoas estão trabalhando aos finais de semana e muitas das reuniões, mesmo durante a semana, tendem a ir madrugada adentro”, afirmou em empregado da Dataprev que faz parte do projeto e da campanha.

Os empregados ainda explicaram que a base de pessoas elegíveis para a nova etapa do auxílio emergencial será a mesma e que a mudança se dará na verificação: se elas permanecem com direito a receber.

Caso os critérios sigam os mesmos, estima-se que aproximadamente 56 milhões de cidadãos poderão ser contemplados com o novo auxílio.

A PEC Emergencial (186/2019), que regulamenta o novo auxílio emergencial, foi promulgada na segunda-feira (15). A norma vai permitir ao Governo Federal pagar um novo auxílio emergencial em 2021 com R$ 44 bilhões. O texto – por não depender de sanção do presidente da República – já está em vigor.

A força-tarefa para o novo auxílio emergencial

Engana-se quem acredita que somente desenvolvedores atuaram nessa fase do aplicativo. Empregados dos setores de testes de sistemas, banco de dados, arquitetura, estatística e infraestrutura também estiveram envolvidos. 

No mesmo sentido, os empregados explicaram que a reconstrução do aplicativo foi realizada de forma diferente por conta da pandemia. Parte foi realizada presencialmente e parte em teletrabalho. Com isso, houve a descentralização do projeto, executado no Rio de Janeiro e no Rio Grande do Norte.

Serpro

O Serpro, outra grande empresa pública e nacional de tecnologia, através de um grande esforço, forneceu infraestrutura e estabilidade ao cadastro. A tecnologia para concessão do auxílio também consultou esta base de dados na análise.