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Crise no mercado de trabalho: 14,3 milhões de pessoas estão desempregadas

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Imagem do site Recontaai.com.br

Resultados da Pnad-C divulgados hoje (31) apontam crise no mercado de trabalho com aumento da desocupação e queda da massa de rendimentos.

A Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD-Contínua) divulgada nesta quarta-feira (31) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) trouxe um retrato desanimador sobre o mercado de trabalho no Brasil. Além do alto índice de desemprego, houve queda da massa de rendimento, ou seja, uma diminuição na remuneração dos trabalhadores ocupados.

Segundo o IBGE, o número de pessoas desempregadas no Brasil foi estimado em 14,3 milhões no trimestre encerrado em janeiro. Trata-se da maior taxa de desemprego para o trimestre nov-dez-jan da série histórica, que existe desde 2012.

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No entanto, a população desocupada (14,3 milhões de pessoas) ficou estável frente ao trimestre de agosto a outubro de 2020 (14,1 milhões de pessoas). Frente a igual trimestre do ano anterior (11,9 milhões de pessoas) houve alta de 19,8% (mais 2,4 milhões de pessoas desocupadas).

No mesmo sentido, o número de trabalhadores subutilizados passou de 23,2% para 29% durante o período, um acréscimo de 6 milhões de trabalhadores que gostariam de trabalhar mais e obter maiores salários.

Outro indicador da crise é o número de pessoas desalentadas. Houve um acréscimo de 25,6% em relação ao mesmo período do ano anterior.

“As informações do início do ano repetem o quadro de um mercado de trabalho em crise. Desemprego alto, subutilização alta da força de trabalho, desalento alto, precarização do trabalho, alta informalidade. Indicadores que pioraram ao longo de 2020 e, provavelmente, não melhorarão nesse ano de 2021”, avalia o economista e diretor do Reconta Aí, Sérgio Mendonça,

Diminuição da massa de rendimentos

Segundo Sérgio Mendonça, a diminuição da massa de rendimentos real habitual merece destaque.

A massa de rendimento real habitual ficou estável na comparação com o trimestre anterior, sendo estimada em R$ 211,4 bilhões. Já na comparação com o mesmo trimestre do ano anterior, a queda de 6,9% representa uma redução de R$ 15,7 bilhões.

Queda no rendimento médio mensal habitual gera projeções negativas para a economia.

“Se projetarmos para 12 meses (apenas um exercício) indicaria uma queda de R$ 188,4 bilhões, cerca de 2,5% do PIB, com efeitos sobre o consumo agregado e sobre a possibilidade de recuperação da atividade econômica”, explica Mendonça.

Mais números da crise no mercado de trabalho

No quadro comparativo abaixo, é possível observar o crescimento da taxa de desocupação dos trabalhadores ao longo dos anos, bem como acompanhar os movimentos de sazonalidade da oferta de trabalho, que variam ao longo dos meses todos os anos.

Pnad-C traz resultados que indicam crise no mercado de trabalho.

Outros dados importantes também foram apresentados pelo IBGE, dentre eles, o de trabalhadores celetistas. Segundo a Pnad-C, o número de empregados com carteira de trabalho assinada no setor privado caiu 11,6% em relação ao mesmo período do ano passado.

O mesmo ocorreu entre os empregados sem carteira assinada no setor privado, cuja queda foi de 16% em relção ao mesmo período, e também entre os trabalhadores por conta própria, cuja queda registrada foi de 4,4% ante novembro, dezembro e janeiro de 2020.

Leia mais sobre a questão do desemprego no Reconta aí.