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"A criação de emprego depende de crescimento econômico que, infelizmente, não teremos em 2022", afirma economista

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indicador da FGV alcança pior nível desde agosto de 2020

Pela terceira vez consecutiva, o Indicador Antecedente de Emprego (Iaemp), medido ela Fundação Getúlio Vargas (FGV), vem negativo em janeiro. De acordo com o Instituto Brasileiro de Economia da FGV (Ibre-FGV), o indicador busca antecipar os principais movimentos do mercado de trabalho por meio de dados extraídos das sondagens empresariais e do consumidor realizadas pela instituição.

Dessa forma, a queda de 5,3 pontos em janeiro mostra um panorama pouco animador para a geração de empregos no próximo período. Os 76,5 pontos alcançados, foram o menor patamar atingido pelo índice desde agosto de 2020, quando ele chegou a 74,8 pontos. Na época, o nível de desocupação chegava a 14,6% da população economicamente ativa, segundo o IBGE. Hoje, esse valor é de 12,6%.

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Segundo Rodolpho Tobler, pesquisador do Ibre-FGV, “a piora mais acentuada no início de 2022 decorre da combinação da desaceleração econômica iniciada no quarto trimestre com o surto de Ômicron e Influenza, o que afeta principalmente o setor de serviços, que é o maior empregador, tornando no curto prazo difícil vislumbrar uma alteração no curso do indicador".

No mesmo sentido, o economista e diretor do Reconta Aí, Sérgio Mendonça, explica: "O resultado ruim desse indicador reflete uma combinação de fatores. Inicialmente a retomada da pandemia (Ômicron, Influenza) nesse início do ano, mas também as dificuldades estruturais da indústria, a queda do poder aquisitivo das famílias por conta da inflação e as incertezas do ano eleitoral".

Porém, Mendonça afirma que o mais preocupante é o que há por vir: "A criação de emprego depende de crescimento econômico que, infelizmente, não teremos em 2022".