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CPI volta com foco em 'rolos' nas negociações de vacinas

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CPI da Covid 4

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid-19 no Senado tem sua primeira semana de retorno marcada pela iniciativa de esmiuçar as confusões - e possíveis irregularidades - nas negociações de vacinas promovidas pelo Ministério da Saúde, em especial o caso Davati.

Na terça-feira (3), os senadores ouvem o reverendo Amilton Gomes de Paula. O religioso atuou nas "negociações" entre o Brasil e a empresa intermediária Davati, que teria ofertado 400 milhões de doses da vacina Oxford/AstraZeneca. O consórcio que produz o imunizante, entretanto, afirma que sempre negociou diretamente com governos, o que faz com que a CPI entenda que se tratava de uma oferta fantasma e suspeita que, ainda assim, exista a possibilidade de que propina tenha sido cobrada.

E-mails revelados pela imprensa indicam que Laurício Cruz, então diretor de Imunização do Ministério da Saúde, deu aval para que o religioso mantivesse contato com a Davati representando informalmente a pasta.

O coronel Marcelo Blanco, ex-diretor do Departamento de Logística da Saúde, é ouvido na quarta-feira (4). Ele esteve presente no famoso 'jantar com Chopp' no qual, suspeita-se, foi cobrado propina da Davati.

Na quinta-feira (5), o empresário Airton Cascavel será interrogado. Ele teria atuado como assessor informal do Ministério durante a gestão Pazuello, especialmente entre os meses de maio e junho de 2020. Do final daquele mês até março de 2021, Cascavel fez parte oficialmente do quadro da pasta, no cargo de assessor especial. A suspeita é que ele tenha tomado decisões durante a pandemia sem ter autoridade para tanto.

Informação

Parte da CPI quer abrir uma nova linha investigativa. Além da quebra de sigilo de figuras que já prestaram depoimento à Comissão, parte dos senadores quer agora quebrar o sigilo de empresas de comunicação, notadamente da Jovem Pan.

A suspeita é de que a emissora recebeu dinheiro governamental por ter divulgado opiniões negacionistas durante a pandemia.