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CPI da Covid: Vendedor de vacina afirma que pedido de propina foi feito por Roberto Dias

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Imagem do site Recontaai.com.br

Luiz Paulo Dominguetti Pereira, que se apresenta como empresário representante da Davati Medical Supply, afirmou à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid no Senado que o pedido de propina para compra de vacinas foi realizado exclusivamente por Roberto Dias, diretor de logística que foi exonerado pelo Ministério da Saúde.

O depoente nesta quinta-feira (1º) relatou ter se encontrado em fevereiro com Dias, o coronel Marcelo Blanco e um terceiro do qual não se recorda o nome.

Dias teria pedido, no encontro, uma alteração do valor ofertado, que era de 3,50 dólares por dose do imunizante da AstraZeneca. "Eu não tenho como dar desconto", Pereira teria respondido. "Não é desconto, é para mais", teria dito Dias, que apresentou a ideia de aumentar em um dólar preço, que seria retornado a um "grupo" que operava na pasta.

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O intermediador, em seu relato à CPI, afirma ter respondido "que não tinha como fazer. O clima na mesa mudou". "Pensa direitinho", pediu Dias.

Dias tem uma relação política com a esposa de Ricardo Barros (PP-PR), líder do governo na Câmara e que já se encontra no epicentro do escândalo da Covaxin.

Já o militar Marcelo Blanco está na mira da CPI por ter aberto uma empresa com o objetivo de comercializar medicamentos dias antes da reunião relatada.

Dominguetti, que é cabo da Polícia Militar de Minas Gerais e investigado pela corporação, relatou ainda que o presidente da Davati disse ter sido procurado pelo deputado federal Luis Miranda (DEM-DF) para a obtenção de vacinas. O mesmo parlamentar que denunciou o caso relativo à Covaxin.