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CPI da Covid: Servidora do Ministério da Saúde não consegue explicar o que faz na pasta

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Imagem do site Recontaai.com.br

A servidora do Ministério da Saúde Regina Célia Oliveira enfrentou dificuldades no início de seu depoimento à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid no Senado. A funcionária não conseguiu apresentar exatamente qual era sua função na pasta.

Oliveira é vista como elemento chave para a liberação da compra da vacina indiana Covaxin, processo que os irmãos Miranda denunciam como cheio de irregularidades. Os senadores identificaram contradições entre o contrato aprovado pela servidora e a invoice, espécie de nota fiscal, apresentada pela empresa intermediária que estava oferecendo imunizantes ao governo.

Segundo a servidora, sua atribuição se limitava a "verificar o quantitativo" no contrato. A invoice deveria ser fiscalizada pelo setor de importações.

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O presidente da CPI, Omar Aziz (PSD-AM), questionou se as divergências entre documentos não eram uma situação incomum. A resposta de Oliveira foi negativa: "Eu não chequei a invoice [nota fiscal]. Não é minha competência da minha parte".

"Se a senhora não acha atípico, toda hora se faz isso no Ministério da Saúde", replicou Aziz.

Os senadores, então, passaram a questionar quais critérios a servidora utiliza para validar ou não contratos. Perguntaram também, em que situações ela, como fiscal, poderia vetar a assinatura de um contrato.

Foram essas questões que, ao menos no início da sessão, permaneceram sem respostas por parte de Oliveira.