Reconta Aí Atualiza Aí CPI da Covid: Senadores têm aula sobre ciência com Natalia Pasternak e Claudio Maierovitch

CPI da Covid: Senadores têm aula sobre ciência com Natalia Pasternak e Claudio Maierovitch

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid no Senado ouve dois pesquisadores nesta sexta-feira (11): a doutora em microbiologia Natalia Pasternak e o sanitarista e ex-presidente da Anvisa Claudio Maierovitch.

Faça parte do nosso canal Telegram.
Siga a página do Reconta Aí no Instagram.
Siga a página do Reconta Aí no Facebook.
Adicione o WhatsApp do Reconta Aí para receber nossas informações.
Siga a página do Reconta Aí no Linkedin

Primeira a falar, Pasternak abordou por qual razão estudos científicos descartaram o uso de cloroquina para tratamento de covid-19.

A microbiologista iniciou explicando que o fato de que são conhecidos casos em que pessoas tomaram o medicamento e superaram a infecção não significam uma evidência científica. São, conforme sua exposição, situação que demandam investigação.

“Elas não servem como evidências científicas. Não interessa quantas pessoas conhecemos tomaram cloroquina e se curaram. Isso nos dá uma pergunta, não uma resposta: Será que a cloroquina funciona?”, apontou.

Isso ocorre porque “correlação não é a mesma coisa que causa e efeito”. Isso significa que duas coisas ocorrendo ao mesmo tempo não necessariamente significam que uma tenha resultado na outra.

Leia também:
CPI da Covid: Defensores da cloroquina têm dia difícil com depoimento de Luana Araújo
Luana Araújo na CPI da Covid: defesa da cloroquina é “delirante, anacrônica e esdrúxula”
CPI da Covid: Senador contesta estudo citado por Mayra Pinheiro como justificativa para cloroquina

Em um exemplo, Pasternak apontou que há, nos EUA, uma correlação quase perfeita entre o aumento de consumo de queijo e o aumento do número de bolsas de estudo para engenharia. Disso não se pode concluir, obviamente, que um país consumir mais queijo fará com que tenha mais estudiosos na área de engenharia.

Para passar de uma correlação para a identificação de um mecanismo de causa e efeito, o método científico é aplicado, com levantamentos randomizados, utilizando-se placebos.

Ou seja, comparar grupos com características similares, por isso o caráter aleatório na escolha dos participantes, que receberão substâncias diferentes: um grupo recebe o medicamento e o outro um placebo.

Só se pode afirmar que há eficácia, se o grupo que recebeu o medicamento tiver um desempenho superior do que o verificado no segmento que tomou o placebo. Foi exatamente neste teste que a cloroquina falhou.

Wordpress Social Share Plugin powered by Ultimatelysocial