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CPI da Covid: Roberto Dias afirma que encontrou Dominguetti em 'chopp casual'

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Roberto Ferreira Dias, ex-diretor de Logística do Ministério da Saúde, negou à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid do Senado que tenha pedido propina para a compra de vacinas da AstraZeneca a Luiz Paulo Dominguetti, cabo da Polícia Militar e que atuou como representante informal da empresa Davati Medical Supply.

"Nunca houve nenhum pedido meu a este senhor: o senhor Dominguetti, que aqui nessa CPI foi constatado ser um picareta que tentava aplicar golpes em prefeituras e no Ministério da Saúde e que durante sua audiência, deu mais uma prova de sua desonestidade", declarou nesta quarta-feira (7) durante o início de seu depoimento.

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Questionado pelo relator da CPI, Renan Calheiros (MDB-AL), se encontros fora do ambiente ministerial eram comuns, Dias foi enfático: "Claro que não".

"Era um jantar com um amigo [José Ricardo Santana]. Um chopp casual", complementou. O servidor exonerado afirmou então que havia marcado um encontro com um amigo e que, posteriormente, o coronel Marcelo Blanco, que atuou na Saúde na gestão de Eduardo Pazuello, chegou com Dominguetti.

Segundo Dias, não houve pedido de propina e foi pedido que Dominguetti visitasse o Ministério da Saúde no dia de seguinte, o que de fato ocorreu.