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CPI da Covid: Representante da Precisa Medicamentos muda versão e se alinha ao Planalto

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A diretora-técnica da Precisa Medicamentos, Emanuela Medrades, apresentou uma nova versão para a relação entre a empresa e o Ministério da Saúde. A Precisa intermediou a contratação entre a Pasta e empresa indiana Barath Biotech, produtora da Covaxin.

Ao contrário do que havia afirmado anteriormente, Medrades disse à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid no Senado que a primeira invoice - espécie de nota fiscal no comércio internacional - foi enviada à Pasta no dia 22 de março.

Os irmãos Miranda, por sua vez, afirmam que a primeira invoice - na qual havia a maior parte das possíveis irregularidades - foi enviada no dia 18 de março, versão que Medrades já sustentou.

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Parte dos senadores, entretanto, não comprou essa nova versão da diretora da Precisa. A invoice apresentada pelos irmãos Miranda do dia 18 incluía uma referência a uma terceira empresa: a Madison. Os parlamentares questionam como os denunciantes poderiam saber da presença desta outra companhia se sua relação com a Barath não era conhecida no Brasil.

Medrades, à CPI, reconheceu que havia inconsistências entre as invoices que ela afirma ter enviado e a proposta de contrato apresentada ao Ministério da Saúde.

Um outro de questionamento dos senadores é o fato de a Precisa ter se comprometido - inclusive pagando um seguro - com essa negociação sem que a vacina tivesse aprovação no Brasil ou na Índia. A importação da vacina Covaxin foi facilitada por uma proposta de Ricardo Barros (PP-PR), líder do governo na Câmara. O deputado é visto como pivô do escândalo, em que a suspeita central é que ele se beneficiaria de alguma forma de superfaturamento na compra do imunizante indiano.