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CPI da Covid: Renan coloca família Bolsonaro como "núcleo de comando" de fakenews

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Imagem do site Recontaai.com.br

O parecer do relator da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid no Senado, Renan Calheiros (MDB-AL), deve apontar a família Bolsonaro como "núcleo de comando" de uma rede articulada para a disseminação de informações falsas durante a pandemia.

O documento deverá ser lido aos integrantes da CPI nesta quarta-feira (20). Uma minuta divulgada aponta 70 nomes - mais do que no vazamento original - que o parecer indica como possivelmente tendo cometido crimes. Entre estes nomes, estão quatro integrantes da família Bolsonaro: Jair, Flávio, Carlos e Eduardo. Ou seja, o pai - presidente da República, seguido dos filhos 01 a 03.

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Calheiros indica que os quatro eram um núcleo de comando de uma organização cuja atuação tinha como objetivo "produzir e difundir fake news contra as medidas sanitárias adotadas por governadores e prefeitos no curso da pandemia de covid19", ainda que não tenha se limitado a isso.

Além do "comando", haveria ainda núcleos classificados como formulador - conhecido também como Gabinete do Ódio -, político, de produção e disseminação e, por fim, de financiamento.

Na proposta de relatório de Renan, o núcleo de comando é visto como tendo "a função de dirigir a organização e orientar estrategicamente as ações realizadas nos níveis inferiores da hierarquia, dando-lhes diretrizes e informando-lhes prioridades de ação".

Em outro momento do texto, afirma-se de forma enfática que a rede é "comandada diretamente por Jair Bolsonaro".

Ainda neste tema, o relator acusa o uso de robôs nas redes sociais: "uma realidade incontestável quando se analisa o desempenho das postagens nas redes sociais. O comportamento padrão de robôs, como a quantidade de postagens por segundo e a dedicação a temas específicos demonstram a participação de bots sociais na disseminação das notícias".

Segundo Calheiros, os tópicos mais recorrentes foram ataques à China, críticas ao isolamento social, defesa do chamado tratamento precoce e a busca de desresponsabilização do Governo Federal. O parecer deve ainda sugerir mudanças legislativas para que se criminalize a divulgação de fake news.