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CPI da Covid: Relatório retira acusação de genocídio

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Após tensões relacionadas ao "vazamento" do que seria a proposta de parecer para o relatório da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid, o grupo de parlamentares independentes e da oposição aparentemente chegou a um consenso.

O parecer do relator deve ser lido nesta quarta-feira (20).

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Renan Calheiros (MDB-AL) queria que no relatório constasse um pedido de indiciamento de Bolsonaro pelos crimes de homicídio qualificado e genocídio, este praticado contra os povos indígenas. Senadores independentes - incluindo o presidente da CPI, Omar Aziz (PSD-AM) - acharam a posição muito extremada.

Além disso, passaram a reclamar que, ao ter vazado para a imprensa, o relator pretendia constranger outros senadores, que seriam acusados de coniventes com o Governo Federal. Após uma série de reuniões, a posição de Aziz acabou por prevalecer.

"A questão pacificada é a questão do genocídio. Foi retirado, eu acho que é uma boa atitude, o senador Renan Calheiros ouviu argumentações de todos. O mais importante para mim dessa reunião foi que a gente saiu unificado", disse Aziz a jornalistas após um encontro.

Calheiros, por sua vez, ressaltou que o pedido para que Bolsonaro seja investigado por crime contra a humanidade - que seria julgado pelo Tribunal Penal Internacional - será mantido em sua proposta de relatório.