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CPI da Covid: Diretora da Precisa Medicamentos não revela ganho da empresa com Covaxin

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Imagem do site Recontaai.com.br

A diretora-técnica da Precisa Medicamentos, Emanuela Medrades, se recusou nesta quarta-feira (14) a apresentar à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid do Senado quanto a empresa ganharia caso o contrato para aquisição da vacina Covaxin fosse fechado pelo Ministério da Saúde.

Medrades afirmou que não poderia disponibilizar essa informação pois havia uma "cláusula de confidencialidade e eu não tenho autorização para mostrar aqui". A Precisa atuou como intermediária entre o Ministério da Saúde e a companhia indiana Bharat Biotech, produtora do imunizantes. Segundo a diretora, a empresa asiática ganharia quinze dólares por dose.

Durante a sessão de depoimento, um ponto conflitante surgiu. Em uma reunião da Precisa com o Ministério da Saúde, Medrades afirma que foi cogitado o valor de dez dólares, ou menos. A diretora afirma que, à época da reunião, não havia um preço definido pelos indianos. Os senadores buscam entendem essa divergência entre os valores.

Silêncio

Na terça-feira (13), Medrades se recusou a responder perguntas dos senadores. Ela havia obtido um habeas corpus no Supremo Tribunal Federal que lhe garantia direito ao silêncio, por ser investigada pela Polícia Federal. Isso ocasionou a suspensão da sessão de depoimento ontem.

O ministro Luiz Fux, responsável pela decisão, foi acionado pela CPI e esclareceu que o direito ao silêncio dizia respeito apenas a perguntas que pudessem incriminar Medrades. Questões relativas a terceiros, entretanto, teriam que ser respondidas.

Após o posicionamento de Fux, Medrades decidiu responder às questões nesta quarta-feira.