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CPI da Covid: Depoimentos sobre compra da Covaxin ocorrem na sexta-feira (25)

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Os integrantes da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid no Senado aprovaram nesta quarta-feira (23) a realização de depoimentos sobre a compra da vacina indiana Covaxin. Há suspeitas de que a compra foi superfaturada pelo Governo Federal.

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O servidor do Ministério da Saúde Luís Ricardo Miranda será ouvido na sexta-feira (25). Ele relata ter sofrido pressões incomuns para liberar a importação do imunizante.

Ele será ouvido junto com o irmão, o deputado federal Luís Miranda (DEM-DF). O parlamentar afirma ter alertado Jair Bolsonaro sobre a existência de possíveis irregularidades no processo de compra da vacina.

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O tenente-coronal Alex Lial Marinho será convocado para se apresentar à CPI. Sendo através de convocação, sua presença é obrigatória. Ele ocupou a coordenação-geral  de Logística de Insumos Estratégicos no Ministério da Saúde quando Eduardo Pazuello conduzia a pasta. O militar é visto como uma das peças-chaves na pressão para a liberação da Covaxin.

A CPI também aprovou a quebra de sigilo de Marinho.

O imunizante indiano é o mais caro adquirido pelo Brasil. O preço pago por uma dose está na cifra de 80 dólares. Há suspeita de que o País adquiriu a Covaxin por um preço 1000% maior.

Além disso, a vacina foi a única adquirida através da intermediação de uma terceira empresa, a Precisa Medicamentos. No geral, o caso desmonta a versão oficial sobre a negociação com Pfizer, já que a compra dos indianos custou mais e ocorreu mesmo sem aprovação da Anvisa.

Francisco Emerson Maximiano, sócio da Precisa, também será ouvido pela CPI.