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CPI da Covid: Comissão segue investigando Covaxin e deve ser prorrogada

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Imagem do site Recontaai.com.br

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid no Senado continuará nesta semana com seus trabalhos por três eixos: a crise sanitária no Amazonas, o chamado "gabinete paralelo" e o caso da vacina indiana Covaxin. Possivelmente o prazo de sua atuação também será prorrogado.

O primeiro a depor, na terça-feira (28), será o deputado estadual do Amazonas Fausto Jr. (MDB). O parlamentar foi relator da CPI da Saúde na Assembleia Legislativa de seu estado, que apurou possíveis desvios de recursos na Secretaria de Saúde.

Já na quarta-feira (29), o empresário Carlos Wizard deve, finalmente, se apresentar à CPI. Ele é suspeito de ser um dos integrantes do 'gabinete paralelo', grupo de médicos, políticos e empresários que teria orientado a política de Jair Bolsonaro no enfrentamento à pandemia, defendendo teses como isolamento vertical, imunidade de rebanho e tratamento precoce.

O último depoente da semana, na quinta-feira (30), será Francisco Maximiano, dono da Precisa Medicamentos, empresa que intermediou a compra da Covaxin e conhecida pelo não cumprimento de contratos com o setor público.

O caso ganhou novos elementos após o depoimento dos irmãos Miranda, que alegam que Jair Bolsonaro sabia haver irregularidades no contrato por conta de interesses do líder do governo na Câmara, Ricardo Barros (PP-PR), e ainda assim nada fez.

O vice-presidente da CPI, senador Randolfe Rodrigues (REDE-AP), apresenta nesta semana um pedido de prorrogação dos trabalhos da Comissão. Caso consiga 27 assinaturas no Senado, a CPI terá seu prazo estendido automaticamente.