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CPI da Covid: Bolsonaro fora das redes sociais e indiciamento de integrante da Comissão

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Imagem do site Recontaai.com.br

Nos momentos finais da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid do Senado, a maioria do colegiado aprovou um requerimento a favor de encaminhar um pedido ao Supremo Tribunal Federal (STF) para que este determine que o presidente Jair Bolsonaro seja banido das redes sociais digitais.

O pedido será formulado pela CPI no âmbito do inquérito das fake news no Supremo, conduzido pelo ministro Alexandre de Moraes.

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O pedido se baseia na percepção da maioria da CPI de que Bolsonaro se utiliza destes meios para promover a desinformação, prejudicando o combate à pandemia. Além disso, o senador Luiz Carlos Heinze (PP-RS), integrante da Comissão e defensor do governo, deve ser incluído no relatório final de Renan Calheiros (MDB-AL).

Heinze se dedicou a defender o Governo Federal durante todos os trabalhos da CPI. Além disso, se tornou conhecido não só por defender a liberdade de se utilizar a cloroquina, mas também por defender que o medicamento é eficaz, contrariando as evidências científicas, que apontam a inutilidade da prescrição do medicamento para o tratamento da covid. O senador apresentou um voto em separado, ou seja, uma proposta alternativa de relatório em que reafirmou suas posições.

"Depois da declaração da vacina que dá Aids, vem isso aí?", questionou Calheiros. O senador Alessandro Vieira (Rede-ES) então sugeriu a inclusão de Heinze como um dos indiciados, por disseminar informações falsas.

O relatório final da CPI deve ser votado nesta terça-feira (26).