Pular para o conteúdo principal

CPI da Covid: Bate-boca e confusão marcam saída de Witzel

Imagem
Arquivo de Imagem
Imagem do site Recontaai.com.br

Wilson Witzel decide se retirar de reunião da CPI da Covid. Durante depoimento, ex-governador do Rio de Janeiro afirmou que houve intervenção do governo federal em sua gestão

O ex-governador do Rio de Janeiro Wilson Witzel abandonou a sessão desta quarta-feira (16) da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid no Senado.

Faça parte do nosso canal Telegram.
Siga a página do Reconta Aí no Instagram.
Siga a página do Reconta Aí no Facebook.
Adicione o WhatsApp do Reconta Aí para receber nossas informações.
Siga a página do Reconta Aí no Linkedin

O político, que sofreu impeachment, abandonou seu depoimento após um bate-boca com parlamentares governistas e, especialmente, um debate acalorado com o filho do presidente Jair Bolsonaro presente na sessão, Flávio Bolsonaro. O chamado 01 não é integrante da Comissão.

A presença de Flávio Bolsonaro tem sido comum na CPI. Quando comparece, a ocorrência de tumultos é usual.

Witzel chegou a dizer que "não se intimidaria" e que não era um "porteiro", em referência ao caso de Marielle Franco, em que houve uma mudança de depoimento que envolvia o presidente Jair Bolsonaro.

Leia também:
- CPI da Covid: Witzel diz que Moro agiu como “garoto de recados” de Bolsonaro no caso Marielle
- CPI da Covid: Witzel critica gestão federal durante a pandemia e demora no auxílio emergencial

Parte da sessão foi destinada a assuntos alheios à pandemia. Witzel se disse vítima de uma perseguição política e fez duros ataques a Sérgio Moro, ex-ministro da Justiça.

Como estava protegido por uma liminar de habeas corpus concedido pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Nunes Marques, Witzel não tinha obrigação de comparecer ao depoimento.

Após o bate-boca, o ex-governador perguntou ao presidente da Comissão, Omar Aziz (PSD-AM), se poderia deixar o local, o que fez com o aval do senador.

"Não podia deixar de vir. Respondi a todas as perguntas. Agora na medida em que começa a haver ofensas, na forma de senadores que se dirigiam a mim de forma ofensiva, de forma leviana, até mesmo chula, não poderia continuar dessa forma. Estou aqui para ser respeitado e respeitar", afirmou Witzel após deixar a sala.

A mesa da CPI sugeriu, antes da saída, uma sessão com portas fechadas e sem transmissão, o que não se viabilizou.