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CPI da Covid: Advogado da Precisa não responde sobre Covaxin

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CPI da Covid 4

Tulio Silveira, advogado da Precisa Medicamentos, permaneceu em silêncio durante todas perguntas relacionadas à negociação da vacina Covaxin feitas pelo relator da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid no Senado, Renan Calheiros (MDB-AL).

A Precisa é um dos focos de investigação da CPI, desde que os irmãos Miranda relataram que houve uma pressão incomum para a aprovação da importação do imunizante, de origem indiana.

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Segundo eles, Bolsonaro teria mencionado o líder do Governo na Câmara, Ricardo Barros (PP-PR), como possível articulador de um esquema no Ministério da Saúde envolvido na proposta de compra. Barros foi o formulador de uma alteração legislativa que facilitou os trâmites para a adoção do imunizante no Brasil.

A Precisa representou ante ao governo brasileiro a empresa indiana Bharat BioTech. Silveira, entretanto, não respondeu qual era a relação formal entre as duas companhias. Tampouco esclareceu se o pagamento seria realizado à empresa brasileira ou à indiana.

Silveira obteve uma liminar no Supremo Tribunal Federal (STF) que lhe garantiu o direito de permanecer em silêncio caso a resposta a alguma pergunta pudesse o incriminar. A ausência de respostas sobre as negociações da Covaxin irritou alguns senadores.

"O depoente está ficando em silêncio e a decisão do ministro [do STF] é clara. Ele tem obrigação de falar a essa Comissão como testemunha em tudo que não o incrimina", disparou Eliziane Gama (Cidadania-MA). 

Calheiros mostrou na CPI materiais em que o advogado demonstra apoio a Jair Bolsonaro e ao chamado "tratamento precoce" - conjunto de medicamente cuja ineficácia para o tratamento da covid já foi estabelecida. Também neste momento Silveira permaneceu em silêncio.

"Esse silêncio é incriminador", criticou de forma resumida Calheiros.