Reconta Aí Atualiza Aí Covid-19: trabalhadores do serviço funerário estão no grupo prioritário, mas não receberam vacina

Covid-19: trabalhadores do serviço funerário estão no grupo prioritário, mas não receberam vacina

Sepultadores, veloristas, cremadores e condutores de veículos dos cemitérios estão no primeiro grupo prioritário de vacinação em São Paulo.

(Imagem: TV Globo reprodução)

Ao lado de médicos, enfermeiros, fisioterapeutas e outros profissionais da linha de frente do combate ao Covid-19, estão os trabalhadores do serviço funerário. Por isso, eles também estão no primeiro grupo prioritário de vacinação no Plano Nacional de Imunização.

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Contudo, na cidade de São Paulo, mesmo que estejam formalmente no pimeiro grupo prioritário de vacinação, os profissionais não têm tido acesso à vacina. A denúncia foi feita no portal do Sindicato dos Servidores Municipais de São Paulo (Sindsep).

De acordo com o Sindsep, apesar de estarem no grupo prioritário, os trabalhadores do serviço funerário não foram chamados para a vacinação.

Apesar de estarem no grupo prioritário, não foram disponibilizadas vacinas para os trabalhadores do serviço funerário.
Imagem do site da Secretaria de Saúde do município de São Paulo

Todos os trabalhadores do grupo prioritário devem ser vacinados

Desde o início da pandemia veloristas, sepultadores, cremadores e condutores de veículos em cemitérios não pararam de trabalhar. Ao contrário, a demanda para esse serviço essencial aumentou com os óbitos causados pela Covid-19.

Somado a isso, os funcionários idosos e com comorbidades foram afastados do serviço. Para substituí-los, a prefeitura de São Paulo contratou 220 profissionais temporários. “Embora o Serviço Funerário Municipal tenha 257 sepultadores em seus quadros, cerca de 60% foi afastado por pertencer ao grupo de risco – 60 anos ou mais. Para garantir a prestação dos serviços, a prefeitura contratou uma empresa privada para fornecer 220 profissionais temporários”, informou a prefeitura da capital à Agência Brasil no início da pandemia.

Esses profissionais estão expostos constantemente ao risco de contágio. Apesar do uso de equipamentos de proteçõ individual – os EPIs, o grande número de enterros e a própria natureza do trabalho os expõe.

Acompanhe o vídeo realidado pelo Sindsep em diversos cemitérios da cidade de São Paulo.

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