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Covid-19: Gestantes foram abandonadas pelo poder público, aponta estudo

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De acordo estudo elaborado pelas pesquisadoras Michelle Fernandez e Melania Amorim, mortalidade de gestantes e puérperas por Covid-19 poderia ter sido menor.

O ano de 2020 foi marcado por um aumento no número de mortes maternas, de bebês e crianças órfãs. Segundo as pesquisadoras da Rede Brasileira de Mulheres Cientistas (RBMC), Michelle Fernandez e Melania Amorim, a causa foi a Covid-19, mas a culpa pode ter sido política.

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Isso porque durante o primeiro ano da pandemia, o Ministério da Saúde não atuou coordenando políticas de saúde para esse grupo de pessoas vulneráveis.

Além da falta de testagem e monitoramento que atingiu toda a população e favoreceu a contaminação, muitas gestantes tiveram um acompanhamento pré-natal precário e, às vezes, inexistente.

O estudo alerta que embora o Governo Federal tenha, por meio do Ministério da Saúde, lançado um Manual de Recomendações para a Assistência à Gestante e à Puérpera, não houve grandes mudanças em relação às recomendações anteriores. "Não houve modificações importantes da estrutura, dos exames e do fluxo de atendimento dessas mulheres", aponta a nota elaborada pelas pesquisadoras.

"Em 2020, foram 453 óbitos maternos por COVID-19. Enquanto isso, somente em 2021 (até abril desse ano), já tivemos no Brasil 526 mulheres grávidas ou puérperas que perderam a vida para a COVID-19"

(NOTA TÉCNICA Nº 1 - Morte de grávidas e puérperas por COVID-19)

Vacinas para gestantes

No dia 27 de abril de 2021, o Ministério da Saúde decidiu incluir grávidas e puérperas como prioridade no Plano Nacional de Imunização. A previsão era de que gestantes e puérperas sem comorbidades começassem a ser imunizadas. Contudo, no dia 11 de maio, a ANVISA suspendeu temporariamente a indicação de vacinas Fiocruz/AstraZeneca após a morte de uma paciente.

"A tragédia da morte materna afeta toda a sociedade", ressaltam as pesquisadoras. No mesmo sentido, o estudo aponta para a formação de "uma legião de órfãos e órfãs" deixadas pela morte de mulheres devido à Covid-19.