Reconta Aí Atualiza Aí Correios – Frente parlamentar pede investigação de contratos com a Accenture

Correios – Frente parlamentar pede investigação de contratos com a Accenture

Investigação em contratos com os Correios

A Frente Parlamentar Mista em Defesa dos Correios protocolou pedido de investigação sobre o trabalho desenvolvido pela Accenture na estatal.

De acordo com matéria publicada pelo jornal O Estado de S. Paulo, no dia 1º de dezembro, a mesma empresa contratada para elaborar o plano de privatização dos Correios é suspeita de superfaturamento de contratos com a estatal.

Nesse sentido, o jornalista Patrik Camporez teve acesso a relatórios em que o prejuízo sofrido pelos Correios foi da ordem de R$ 10,9 milhões em um negócio que foi fechado em 2017.

Entretanto, não é só esse o valor que está sendo investigado por funcionários dos Correios. Também há suspeição sobre um contrato de R$ 36 milhões firmado no ano de 2016. O Ministério Público está investigando ambos após os dados do relatório dos funcionários.

Accenture recontratada

Mesmo sob suspeita, a Accenture foi contratada novamente em 2020. Dessa vez, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) escolheu a empresa para prestar consultoria sobre a privatização dos Correios. Para essa consultoria, o valor pago foi de R$ 7,89 milhões.

Segundo o BNDES, houve consulta aos Correios para a contratação da Accenture como consultora. Nesse sentido, a estatal a ser privatizada não opôs nenhuma negativa.

Contudo, há documentos internos dos Correios que mostram que esse superfaturamento praticado pela Accenture já havia sido descoberto. Ou seja, a diretoria já sabia que a empresa estava sob suspeição, segundo o Estadão.

Pedido de investigação

Por meio do gabinete do deputado Federal Leonardo Monteiro (PT/MG), coordenador da Frente Parlamentar Mista em Defesa dos Correios, foi elaborada uma ação. Foi enviada à Procuradoria Geral da República com um pedido de investigação em desfavor da Accenture, já que os relatórios internos dos Correios buscavam penalizar apenas os gestores da estatal, tirando a culpa da Accenture.

De acordo com o documento, “a regularidade e legalidade de tal contratação ficam colocadas à prova em face dos fatos levantados pela reportagem do Estadão”.

Simultaneamente, foi encaminhada uma ação à Controladoria Geral da União (CGU) e um ofício ao BNDES, ambos no sentido de investigação e apuração da nova contratação da consultoria.

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