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Coronavírus: Autônomos e empresários estão se reinventando nesta crise

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Imagem do site Recontaai.com.br

Autônomos e micro e pequenos empresários viram o dinheiro sumir da noite para o dia. Mas o que fazer neste momento para minimizar os prejuízos?

A pandemia do coronavírus pegou o mundo inteiro de surpresa. A necessidade de isolamento mudou a rotina de milhões de pessoas. Autônomos e micro e pequenos empresários viram o dinheiro sumir em poucos dias. Mas o que fazer neste momento de crise para não perder a clientela e minimizar os prejuízos?

Moradora de Brasília, a chef gastronômica Ana Cláudia Morale se deparou com a necessidade de reinventar seu trabalho neste momento de isolamento. “Trabalho com eventos e todos os que iriam acontecer até julho foram cancelados. Todos os meus projetos também estão parados. Com isso, perdi 70% da minha renda”, explica a chef.

Ana Cláudia, então, resolveu fazer da sua renda uma necessidade que veio da internet. “Meus clientes começaram a me procurar no Instagram e pedir que eu ensinasse receitas simples, do dia a dia”.

E foi vendo esse novo nicho, de pessoas isoladas e se rendendo ao delivery, que a chef desenvolveu um curso online de culinária básica por um preço acessível. “Eu sempre dei aula presencial, nunca dei online. Isso é uma reinvenção. É um negócio que surgiu nessa crise e que eu pretendo continuar”, conta.

AutônomosAna Cláudia cozinhando ao vivo com seus seguidores / Imagem: arquivo pessoal

Micro e pequenos empreendedores

Muitos autônomos estão se reinventando como Ana Cláudia. Para os micro e pequenos empreendedores, a realidade é a mesma. Do dia para a noite, eles se viram obrigados a fechar as portas dos seus estabelecimentos sem data certa para tudo voltar ao normal. O dinheiro não entra, mas as despesas continuam.

De acordo com o empresário brasiliense Frederico Barros, essa nova realidade criou um momento de pânico entre os empresários. “Não tem como não ter prejuízo. O mercado mudou o comportamento de consumo, mas para diminuir o prejuízo é preciso conter as despesas fixas ao máximo e buscar adaptar seu negócio a esse novo formato, levando o produto até as pessoas”, explica.

Barros faz parte de um grupo de 170 micro e pequenos empresários do Distrito Federal que trocam informações e experiências. O grupo surgiu em 2018; entretanto, está sendo extremamente necessário nesta crise do coronavírus.

“Ninguém te ensina a passar por momentos como este. Faculdade nenhuma ensina isso. Os empresários precisam conversar entre si e também com especialistas para procurar novos caminhos”, aconselha.

Há dez anos no mercado, Barros diz que demitir funcionários pode não ser a melhor solução agora. “A decisão do empresário tem que ser muito bem pensada, porque o custo de selecionar e treinar um novo funcionário será maior do que o custo da demissão”, alerta.

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AutônomosFrederico Barros / Imagem: arquivo pessoal