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Conta de luz puxa inflação para 0,96% em julho, maior para o mês desde 2002

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Conta de Luz

Puxada pelo aumento da conta de luz, a inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) acelerou para 0,96% em julho, registrando o maior resultado para o mês desde 2002 (1,19%). Em junho, a inflação foi de 0,53%.

Com isso, o IPCA - indicador oficial da inflação no País - acumula alta de 4,76% no ano e de 8,99% nos últimos 12 meses. Em julho de 2020, a taxa mensal foi de 0,36%. Os dados foram divulgados na manhã desta terça-feira (10) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

"A inflação segue sendo um 'problemaço' para o povo e para a política econômica. o IPCA [inflação oficial] atingiu 8,99% em 12 meses. E o INPC, que é referência para os reajustes salariais, está próximo de 10% (9,85%) em 12 meses. Quando o INPC está maior significa que os preços dos bens essenciais estão subindo e pesando mais para as famílias com menor renda. Isso porque Alimentação, Habitação e Transporte puxaram os os dois índices em julho/2021", comentou o economista e diretor do Reconta Aí, Sérgio Mendonça.

O INPC coleta preços de uma cesta de bens e serviços para famílias com rendimento de 1 a 5 salários mínimos enquanto o IPCA coleta preços de uma cesta de bens e serviços para famílias entre 1 e 40 salários mínimos.

A energia elétrica registrou o maior impacto individual no IPCA de julho. Além dos reajustes nos preços das tarifas, houve o reajuste de 52% no valor adicional da bandeira tarifária vermelha patamar 2 em todo o país. Antes o acréscimo nessa bandeira era de, aproximadamente, R$ 6,24 a cada 100kWh consumidos e, a partir de julho, esse acréscimo passou a ser de cerca de R$ 9,49.

Segundo o IBGE, o resultado também é consequência dos reajustes tarifários de 11,38% em São Paulo (12,45%), a partir de 4 de julho, de 8,97% em Curitiba (11,34%), a partir de 24 de junho, e de 9,08% em uma das concessionárias de Porto Alegre (8,02%), a partir de 19 de junho.

Dos nove grupos de produtos e serviços pesquisados, oito apresentaram alta em julho. São eles:

Alimentação e bebidas: 0,6%
Habitação: 3,1%
Transportes: 1,52%
Artigos de residência: 0,78%
Vestuário: 0,53%
Despesas pessoais: 0,45%
Educação: 0,18%
Comunicação: 0,12%
Saúde e cuidados pessoais: -0,65%

Base de cálculo - Para o cálculo do índice de julho, foram comparados os preços coletados no período de 29 de junho a 28 de julho de 2021 com os preços vigentes no período de 28 de maio a 28 de junho de 2021.