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Congressistas americanos querem dificultar apoio dos EUA ao Brasil depois de discurso na ONU

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Imagem do site Recontaai.com.br

E o discurso raivoso de Bolsonaro na Assembleia Geral das Nações Unidas continua dando o que falar. Agora, talvez, o presidente do Brasil se preocupe, já que seu país queridinho, os Estados Unidos, também entrou na dança.

Dezesseis congressistas americanos lançaram uma resolução capaz de mudar totalmente as relações entre os dois países; esta é a primeira vez desde 1989 que uma resolução discutindo questões ligadas a direitos humanos no Brasil é levada ao Congresso dos EUA.

No documento, eles dizem que os Estados Unidos devem cancelar a designação do Brasil como aliado preferencial extra-Otan e suspender todo o apoio militar e policial americano ao governo brasileiro, “a não ser que o Departamento de Estado se certifique formalmente que medidas efetivas estejam sendo tomadas para evitar mortes injustificadas promovidas por agentes de segurança brasileiros, para investigar e judicializar mortes de ativistas e para cumprir com normas internacionais de direitos humanos”.

Congressistas também pedem fim de ajuda monetária

Os congressistas também pedem que o governo dos EUA se oponha a financiamentos do Banco Mundial e do Banco Interamericano de Desenvolvimento a “projetos que possam contribuir com o desmatamento ou incêndios em florestas tropicais da região amazônica”.

Ouça nosso podcast sobre as queimadas na Amazônia e a crise internacional que isso gerou para o Brasil

Após a apresentação, o texto deve ser encaminhado para avaliação de diferentes comissões de deputados. Pela legislação americana, resoluções são medidas legislativas que expressam posições de parlamentares e, uma vez aprovadas, devem ser levadas em consideração pelo governo, apesar de não terem força de lei.

A última etapa é a votação da resolução pelo plenário. O processo costuma demorar de semanas a meses, conforme a agenda de prioridades das Casas legislativas.