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Confiança do consumidor no País cai para o pior patamar desde abril

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Bolsonaro

Sondagem serve como termômetro de intenções de compras dos consumidores brasileiros

Inflação, crise energética e estagnação da economia parecem ter interrompido o otimismo dos brasileiros e brasileiras. É o que aponta o Índice de Confiança do Consumidor (ICC), apurado pela Fundação Getúlio Vargas (FGV). De acordo com a sondagem, entre agosto e setembro de 2021, a confiança do consumidor despencou 6,5 pontos, para 75,3 pontos, em uma escala de 0 a 200.

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O movimento representa um pessimismo comparável a abril, quando o indicador chegou a 72,1 pontos. Na época, o Brasil batia 400 mil mortes por covid-19 e a fome começava a dominar o noticiário.

O otimismo com o futuro também diminuiu: o Índice de Expectativas, medido também pela FGV. caiu 9,8 pontos, atingindo 81,1 pontos. A FGV revela ainda que os consumidores estão insatisfeitos com o presente, já que o Índice de Situação Atual recuou 1 ponto, chegando a 68,8 pontos.

“A confiança dos consumidores brasileiros caiu expressivamente em setembro, confirmando a interrupção da tendência de recuperação iniciada em abril, após a segunda onda de covid-19. A queda foi determinada pela combinação de fatores que já vinham afetando a confiança em meses anteriores, como a inflação e desemprego elevados, e de novos fatores, como o risco de crise energética e o aumento da incerteza econômica e política com impacto mais acentuado sobre as expectativas em relação aos próximos meses”, destaca a coordenadora da pesquisa, Viviane Seda Bittencourt.

Para esta edição da pesquisa, foram coletadas informações de 1.536 domicílios entre os dias 01 e 21 de setembro.