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Comitê Popular de Luta e Defesa da Caixa repudia assédio de Pedro Guimarães contra funcionárias do banco

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pedro guimaraes

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O Comitê Popular de Luta e Defesa da Caixa emitiu nesta terça-feira (28) uma nota de repúdio contra as condutas de assédio sexual e moral do presidente da Caixa, Pedro Guimarães, contra funcionárias do banco. As denúncias de assédio sexual que envolvem Guimarães foram publicadas hoje pelo site Metrópoles. Os casos são investigados, sob sigilo, pelo Ministério Público Federal.

De acordo com o portal, a maior parte dos assédios contra as funcionárias aconteceu durante viagens do presidente da Caixa pelo país, como parte do programa Caixa Mais Brasil, criado por ele para descentralizar a gestão e dar mais visibilidade ao banco pelo país afora.

No final do ano passado, o grupo de funcionárias decidiu romper o silêncio e denunciar as situações pelas quais passaram. Nos relatos ao Metrópoles, disseram que se sentiram abusadas por Pedro Guimarães em diferentes ocasiões, sempre durante compromissos de trabalho.

Desde janeiro de 2019, foram realizadas mais de 140 visitas a cidades de todas as regiões, segundo o portal.

Na mesma linha, o Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e região pede investigações às denúncias de assédio sexual envolvendo Pedro Guimarães e funcionárias do banco. O Sindicato também pede que o presidente da Caixa seja afastado do cargo, caso os fatos sejam comprovados.

"É imprescindível que seja instaurada uma investigação e, se confirmadas as denúncias, que condutas abomináveis como essas não fiquem impunes. A luta contra o assédio sexual e moral faz parte de uma política permanente do Sindicato, com reivindicações que intensificam a luta, dentro dos bancos, contra o machismo e racismo institucional e assédio sexual e moral, com normas e condutas rígidas", exige o Sindicato.

Confira a nota do Comitê Popular de Luta e Defesa da Caixa

O Comitê Popular de Luta e Defesa da Caixa recebeu com estarrecimento e repugnância os graves fatos divulgados hoje (28) pelo portal Metrópoles e com ampla repercussão, relativos à repetidas condutas de assédio sexual e moral do presidente da Caixa contra empregadas da instituição. Ciente da gravidade dos fatos o Comitê se solidariza com as empregadas vítimas dessa prática inaceitável e doentia e as parabeniza pela coragem de denunciar os fatos, que seguem em investigação pelo Ministério Público.

É imperativo que os órgãos de controle interno e externos da Caixa, bem como a Justiça, não se omitam e apurem os fatos com rigor, isenção e prestem proteção às empregadas envolvidas. Se confirmado, o triste episódio se soma a vários outros já conhecidos, públicos e notórios. São marcas de um governo e gestão da Caixa autoritários e misóginos e que tratam a coisa pública, inclusive o servidor público, como propriedade sua.

Buscam mascarar tais práticas com o discurso falso e elitista de “meritocracia”, em contraposição ao adoecimento dos empregados. Mas os trabalhadores da Caixa, bem como seus familiares, tem consciência histórica e sabem separar o joio do trigo.

Nunca, em 161 anos de existência, os empregados e a Caixa foram tão atacados e humilhados.

Comitê Popular de Luta e Defesa da Caixa