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Comitê em Defesa da Caixa projeta ações para 2023

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A coordenadora do Comitê Popular de Luta em Defesa da Caixa, Marcia Kumer, destacou um dos caminhos que será adotado em 2023: “O papel do Comitê será esclarecer sobre a distribuição dos recursos públicos, em especial aqueles que passam pela Caixa, fortalecendo o papel da instituição".

O grupo, que congrega bancários aposentados e da ativa, além de especialistas de diversas áreas, se formou antes do período eleitoral e teve protagonismo no acolhimento e acompanhamento das denúncias de assédio contra Pedro Guimarães, ex-presidente da Caixa. Mas não só, o Comitê ainda promoveu diversos debates e contribuiu com o governo de transição enviando propostas para a condução da Caixa Econômica Federal no governo Lula.

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A ligação com a imprensa será um dos principais objetivos do Comitê: "Por muito tempo se acreditou que a mídia era neutra. Hoje percebemos que ela defende o grupo que a mantém, os grupos do grande capital: um exemplo foi o que ocorreu na divulgação da PEC que permitirá adotar o programa do Bolsa Família e recursos para programas essenciais que não tinham recursos alocados pelo atual governo", afirmou Kumer.

O papel da mídia no debate econômico será a tônica do próximo período: "A mídia corporativa critica a PEC, mas não fala que a arrecadação de impostos extra de mais de R$ 350 bilhões foi direcionada para troca de papéis dos bancos (SFN) com juros da ordem 5% por papéis com taxa de juros para mais de 13%, situação que não gera empregos e nem renda".

"O papel do Comitê será esclarecer o que implica cada decisão econômica definida pelo governo e o real impacto na vida das pessoas. Avaliamos que, em 2023, teremos muito trabalho nesta batalha diuturna que é a disputa pelos recursos públicos, esclarecendo as medidas adotadas e o impacto na vida das pessoas", finalizou a coordenadora.