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Comitê de Crise: "Governadores reivindicam há muito tempo", diz Fátima Bezerra

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Após Jair Bolsonaro anunciar nesta quarta-feira (24) a constituição de um comitê de crise para lidar com a pandemia, em reunião realizada pela manhã com presidentes da Câmara e do Senado, do Supremo Tribunal Federal, governadores e ministros, a governadora do Rio Grande do Norte, Fátima Bezerra (PT) reagiu prontamente: “Antes tarde do que nunca. Há muito tempo a gente reivindica, os governadores cobram”.

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Bezerra afirmou que Bolsonaro não só demorou em tomar medidas de coordenação, “como atrapalhou, e muito”, por conta de seu negacionismo. A petista disse que espera que o comitê “não seja mera propaganda”. Apesar da reunião com governadores, o presidente voltou a defender a cloroquina.

“O Brasil hoje é o epicentro da pandemia. Isso se deve à postura negacionista que a maior autoridade do País adotou”, disse. “O problema não é decreto de governador. O problema é o vírus. E para enfrentar o vírus o caminho é a ciência”, defendeu.

A governadora ainda criticou o fato de que o auxílio foi interrompido e retornou em valor muito inferior ao original.

As falas de Bezerra ocorreram durante um ato virtual promovido pelo conjunto das Centrais Sindicais brasileiras. O evento – “Pela Vida, Vacina Para Todos Já e Auxílio Emergencial de R$ 600,00” – fez parte de uma série de atividades convocadas pelo movimento sindical nesta data, em uma espécie de paralisação simbólica.

Sérgio Nobre, presidente da CUT, sintetizou a posição das Centrais Sindicais neste momento.

“A situação é muito mais grave do que há um ano. Todos especialistas dizem que se tivéssemos feito um lockdown sério no início da pandemia, cerca de dois terços das mortes teriam sido evitadas. É muito importante, neste momento, fechar o País. Mas, para isso, é preciso ter condições”, ponderou.

Miguel Torres, da Força Sindical, iniciou as falas de dirigentes retratando a intensidade do drama brasileiro: “Hoje, infelizmente, vai se passar o patamar de 300 mil mortes. E os números aumentando absurdamente. Já não há leitos. A grande responsabilidade é do Governo Federal”.

Um dos eixos do ato foi a exigência de vacinação massiva. Antonio Neto, da CSB, lembrou do papel do movimento sindical brasileiro nas tentativas de intermediação com a China, através de organizações de trabalhadores naquele país, para obtenção de insumos.

“O Brasil está muito atrasado. Só vacinamos 5,7% da população. É preciso vacinação em massa. Tratamento precoce é fantasia”, afirmou. Neto também apresentou a posição das Centrais pela quebra das patentes, ao menos “durante o período da pandemia”.

Enquanto a vacinação não avança, as centrais defendem a restrição de atividades no País. “Lockdowm imediatamente, porque nós queremos a vida”, definiu Ricardo Patah, da UGT.

Presidente da CTB, Adilson Araújo apresentou outro eixo das reivindicações: a retomada do auxílio em valor superior ao definido pelo governo federal.

“O Brasil está em estado terminal. Não há avanço civilizatório sem movimento sindical. Por que R$ 600? Um auxílio de R$ 150 não compra um quarto de uma cesta básica”, defendeu.

Clemente Ganz Lúcio

“Nós poderíamos ter uma outra performance se o governo tivesse uma conduta correta, seguindo as recomendações da ciência. Temos um desafio enorme de reverter esse cenário”.