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Comitê Científico do Consórcio Nordeste rebate Ministério da Saúde sobre vacinação em adolescentes

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O Comitê Científico de Combate ao Coronavírus do Consórcio Nordeste divulgou neta sexta-feira (17) uma nota contestando a mudança de posição do Ministério da Saúde, que passou a recomendar apenas a vacinação de adolescentes que tenham comorbidades.

"O próprio ministro da Saúde deu entrevistas na grande mídia defendendo a nova recomendação, mas sem conseguir explicar com clareza as razões da mudança na orientação anterior, que autorizava a vacinação de adolescentes de 12 a 17 anos", destaca o documento.

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Wellington Dias, governador do Piuaí e presidente do Consórcio Nordeste, ressalta que a mudança de posição do Governo Federal não foi justificada e carece de fundamentação.

“Se o município tem vacina, se já completou demanda da população com mais de 18 anos, e se a ciência, a OMS, seguem indicando vacinas como a da Pfizer e outras para quem tem entre 12 e 17 anos, por que não vacinar e salvar estas vidas?", questiona.

Para o governador, entre uma "regra burocrática" e a "regra de salvar vidas", as gestões devem privilegiar a segunda.

Neste sentido, o Comitê destaca que a comunidade científica e médica, incluindo a Sociedade Brasileira de Imunização, rejeitam a posição adotada pela Pasta.

O documento destacou ainda que a OMS "recomenda a utilização de vacinas de mRNA, como a da Pfizer, para o uso em pessoas acima de 12 anos" e que a Anvisa, ao aprovar o uso em adolescentes, "não restringiu a administração a pessoas com comorbidades". Ressaltou ainda que o próprio Ministério havia dado seu aval para essa aplicação.

"O Comitê Científico de Combate ao Coronavirus do Consórcio Nordeste recomenda aos Estados e Municípios que não alterem suas programações de vacinação dentro das disponibilidades de doses de vacinas", conclui o texto.

A mudança de posição manifestada pelo ministro Queiroga pegou de surpresa médicos e gestores estaduais e municipais. Uma das hipóteses que circulam no meio político é que o presidente tenha pressionado o chefe da Saúde para alterar a política do Ministério em relação ao assunto.