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Comissários e pilotos de avião aprovam greve com início a partir de segunda-feira (29)

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greve dos comissários

Aeronautas - pilotos e comissários de bordo - aprovaram em assembleia nacional ocorrida nesta quarta-feira (24), a deflagração de uma greve nacional. A paralisação terá início na próxima segunda-feira (29), por tempo indeterminado. Segundo o Sindicato Nacional dos Aeronautas, não haverá paralisação completa dos serviços: a categoria garantiu que ao menos 50% dos tripulantes estarão trabalhando todos os dias.

Em nota, o sindicato explica o motivo da greve: "a intransigência das companhias aéreas nas negociações da renovação da Convenção Coletiva de Trabalho". A categoria busca um reajuste salarial que, ao menos, reponha a inflação dos últimos dois anos, sem pleitear o aumento real dos salários. Contudo, segundo os trabalhadores, as companhias aéreas nem mesmo aceitaram dialogar: "Além de apresentar proposta muito aquém de recompor as perdas salariais, já rejeitada pela categoria, o sindicato patronal ainda negou a ultratividade da atual CCT, ou seja, não garantiu a manutenção das cláusulas atuais da convenção em caso de um novo acordo não ter sido fechado até a data-base (1º de dezembro)".

Perdas e recuperação econômica das empresas aéreas

As enormes perdas econômicas sofridas pelas companhias aéreas estão sendo recompostas nesse segundo semestre de 2021. Conforme matéria publicada no Estado de S. Paulo em outubro, houve um aumento de tráfego de voos domésticos de até 120% no mês de setembro de 2021 em relação ao mesmo mês em 2020 e quase 9% em comparação ao mesmo período de 2019.

O sindicato relembra que durante o período mais crítico da pandemia, aceitaram reduções salariais e remuneratórias "que perduram até hoje". Nesse sentido, salienta: "É importante destacar que as próprias empresas apontam em seus informes ao mercado, assim como também demonstram notícias publicadas na imprensa, que o setor aéreo não só vem se recuperando aceleradamente como projeta para o futuro próximo um crescimento que não condiz com a intransigência de impor um achatamento salarial de toda uma categoria".

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