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Com trabalhadores ganhando menos, taxa de desemprego fica em 11,6%

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De acordo com Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), divulgada hoje (28) pelo IBGE, a taxa de desemprego ficou em 11,6% no trimestre encerrado em novembro em comparação ao mesmo período de 2020. Houve um recuo de 1,6 ponto percentual. Com isso, o mês de novembro terminou com 12,4 milhões de pessoas desempregadas - ou uma redução de 1,5 milhão de pessoas.

O número de trabalhadores com carteira de trabalho aumentou 4%. Ou seja, cerca de 1,3 milhão de pessoas foram contratadas no trimestre encerrado em novembro na comparação com o trimestre anterior.

Os segmentos de comércio, indústria, saúde e educação e de tecnologia da informação e comunicação foram os que mais demandaram ocupação com trabalhadores com carteira assinada, segundo o IBGE.

"Em anos típicos, a taxa de desemprego sempre cai de maio para frente. E 2021 foi um ano típico, até turbinado pela reabertura pó-vacinação", comentou o economista e diretor do Reconta Aí, Sérgio Mendonça.

Ao mesmo tempo, a pesquisa mostra que o número de trabalhadores sem carteira assinada no setor privado aumentou: foram 838 mil contratações a mais nessa modalidade. No mesmo sentido, o número de trabalhadores por conta própria também subiu: foram 588 mil pessoas a mais trabalhando dessa forma, um aumento de 2,3% em realção ao trimestre encerrado em agosto. Ainda em relação ao mercado de trabalho, a taxa de informalidade ficou em 40,6%.

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Nível de ocupação cresce, mas massa de rendimentos não sobe

Apesar de haver um aumento na ocupação, as pessoas que estão sendo inseridas no mercado de trabalho ganham menos. Além disso, há o efeito inflacionário, que influencia na queda do rendimento real recebido pelos trabalhadores.

"A inflação está fazendo um estrago no salário real e na massa de rendimentos", critica Sérgio Mendonça, ao analisar a Pnad.

Segundo a pesquisa do IBGE, enquanto a massa de rendimento real habitual permaneceu estável, ao ser estimada em R$ 227 bilhões, o rendimento real habitual caiu 4,5% frente ao trimestre anterior e 11,4% em relação ao mesmo trimestre de 2020.

Ele foi estimado em R$ 2.444 no trimestre encerrado em novembro, o menor já registrado pela série histórica da pesquisa, iniciada em 2012.