Pular para o conteúdo principal

Com empregos precários e inflação alta, rendimento médio do trabalhador despenca

Imagem
Arquivo de Imagem
inflação

Os dados trazidos pela Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad-C) divulgada nesta quinta-feira (24) mostram que apesar da tímida diminuição do desemprego entre 2020 e 2021, o rendimento médio do trabalhador teve uma queda importante.

Segundo o IBGE, no 4º trimestre de 2021, o rendimento médio real de todos os trabalhos foi estimado em R$ 2.447. Este resultado apresentou redução de 3,6% em relação ao trimestre anterior (R$ 2.538) e de 10,7% em relação ao mesmo trimestre do ano anterior (R$ 2.742).

Sérgio Mendonça, economista e diretor do Reconta Aí, explica que o resultado gira em torno dos tipos de ocupações criadas: precárias, tanto no mercado formal quanto no informal. "Essa criação de ocupações precárias, combinada com alta taxa de inflação, ao redor de 10% em média ao ano, resultou em queda de 10,7% do rendimento médio do 4° trimestre de 2021 quando comparado ao 4° trimestre de 2020. E resultou em queda da massa de rendimentos em 1,8% (4° trim 2021/4° trim de 2020)", analisou o economista.

"Apesar do mercado de trabalho ter muito mais ocupados em 2021 contra 2020 (8,5 milhões de ocupados a mais na comparação do 4° trimestre de 2021 com o 4° trimestre de 2020), o rendimento médio e a massa de rendimentos caíram", prosseguiu.

Os rendimentos de todas as ocupações não acompanharam a subida de 10,06% da inflação, deixando os empregados com o poder de compra limitado.

Leia também
- Taxa de desemprego em 2022 ficará próxima do índice de 2021, projeta economista Sérgio Mendonça
- Imposto de Renda: Receita amplia possibilidade de declaração pré-preenchida